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Volta Redonda registra queda no número de acidentes de motos

Matéria publicada em 10 de novembro de 2019, 08:52 horas

 


Cidade aparece na contramão dos números nacionais que aponta aumento de acidentes anualmente

 

Dados do Ciosp apontam que números de Volta Redonda estão abaixo da média nacional-Foto: Arquivo

Volta Redonda- Levantamento realizado pelo Proadess (Projeto de Avaliação de Desempenho do Sistema de Saúde) mostra que o percentual de mortes de motociclistas em acidentes de trânsito no país subiu de 8,3% em 2000 para 24,8% em 2008, ano da implantação da Lei Seca, e continuou subindo, lentamente até registrar 33,4% em 2017.

No entanto, Volta Redonda, de acordo com dados do Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública), registrou uma redução no número de acidentes de motos entre janeiro a outubro de 2019, em comparação ao ano de 2018.

De janeiro a outubro de 2018 foram registrados 288 acidentes com vítimas, 143 sem vítimas e duas vítimas fatais, num total de 433 acidentes. No mesmo período deste ano foram registrados 280 acidentes com vitimas, 114 sem vitimas e uma vítima fatal, totalizando 395 acidentes. As vítimas fatais relacionadas foram contabilizadas no local do acidente, sem dados de óbitos posteriores.

Segundo o comandante da Guarda Municipal, Dalessandro de Assis, as mortes de motociclistas continuam aumentando no país devido à imprudência e o desrespeito às leis de trânsito, onde muitas regras não são cumpridas.

– São observadas inúmeras irregularidades cometidas por motociclistas, dentre as principais são avançar o sinal vermelho, falta de atenção, excesso de velocidade, ultrapassar outro veículo na contramão, pilotar sem o capacete de segurança, efetuar manobras arriscadas, além do fato das motocicletas correm mais riscos por serem menos visíveis no trânsito, estando menos protegidas e por competir espaço com veículos maiores – diz.

De acordo com o comandante, a GM tem realizado campanhas educativas e de orientação.

Desrespeito às leis de trânsito

Na opinião do técnico de Formação Profissional do Sest (Serviço Social do Transporte) Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Renan Cardoso Paulino, para muitos a moto é considerada um veículo que possui mais flexibilidade.

-Muitas pessoas confundem essa mobilidade da moto com o livre trânsito, ou seja, muitos condutores sentem-se no direito de fazer o que querem na condução, costurando os veículos na via, passando em corredores apertados, conduzindo pelo acostamento, conduzindo sem os equipamentos de proteção, buzinando de forma expressiva – disse. E completou:

“A educação da população e a exigência no cumprimento das regras é um dos caminhos para ter um trânsito mais seguro – destaca, acrescentando que a imprudência, a negligência e a imperícia na condução das motocicletas são as principais causas de acidentes com motocicletas. Muitos sabem que não pode tomar uma determinada atitude, mas fazem mesmos assim, colocando-se em situações de risco e gerando acidentes”.

Segundo Renan, no CFC (Centro de Formação de Condutores) são desenvolvidas algumas habilidades na condução do veículo em uma pista de exame, onde o aluno necessita cumprir o trajeto de forma assertiva.
– A meu ver, além desse desenvolvimento de habilidades em uma pista de teste o condutor precisaria receber mais informações teóricas, sobre como se comportar com esse tipo de veículo no trânsito, alinhando a parte prática com a teórica – opina.

O técnico ainda ressalta que para os motociclistas profissionais existe a lei 12.009/09 que trata das exigências para exercer a atividade de motofretista e mototaxista. Entre as normas da lei, no artigo 2º no III inciso, cita: “ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamentação do Contran”

O Contran, através da Resolução 410, no artigo 1º, “Institui curso especializado obrigatório destinado a profissionais em transporte de passageiro (mototaxista) e em entrega de mercadorias (motofretista), que exerçam atividades remuneradas na condução de motocicletas e motonetas”, com uma carga horária de 30 horas, sendo 05 horas práticas, na condução de uma motocicleta.

De acordo com Renan, o Sest Senat de Barra Mansa oferta o curso de motofretista, porém não há tanta procura. O curso para os motociclistas profissionais, segundo o técnico, é mais uma capacitação importante para a conscientização do comportamento seguro no trânsito, pois a maior parte dos acidentes de trânsito ocorre devido aos atos inseguros das pessoas.

– O Sest Senat de Barra Mansa está com uma turma de Motofretista prevista para iniciar no dia 25/11, porém até o momento temos apenas 05 pessoas matriculadas – lamenta.

Trabalhando como motoboy há mais de sete anos, o motociclista Leonardo Luiz acredita que muitos motoristas não respeitam os motociclistas e alguns motociclistas também não respeitam as regras de trânsito e acabam fazendo “besteira”, com isso há muitos acidentes todos os dias praticamente.

– Como motoboy, tenho curso de motofretista e a minha moto tem que estar preparada com todos os equipamentos de segurança e adesivada. Nunca tive acidente, mas quase me acidentei por imprudência de motoristas. Hoje eu tenho que pilotar para mim e para os outros – finaliza.

Por Julio Amaral


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2 comentários

  1. Avatar

    As forças de segurança junto com detran e prefeitura ; DEVE fiscalizar e retirar de circulação as motos barulhentas ( retiram o miolo da descarga) com barulho acima de 80 decibeis , estariam fazendo um grande (favor) serviço a população de Volta Redonda é região. VAMOS TRABALHAR PODER PÚBLICO.

  2. Avatar

    Eu acho engraçado que a culpa é sempre se quem anda de moto, esses dias um carro de um médico me viu vindo de moto pela minha preferencial no mergulhao em frente à UGH e mesmo assim entrou na minha frente, buzinei e ele simplesmente gritou : que espere. Quer dizer é moto dane-se! Obs: nunca me assistente, ando há mais de 20 anos

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