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Polícia e Gaeco desarticulam quadrilha de ‘Mineiro’

Matéria publicada em 30 de dezembro de 2016, 21:02 horas

 


Volta Redonda – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e a Polícia Civil de Volta Redonda (93ª DP) deflagraram na manhã de 9 de novembro a Operação “Xeque-Mate”. Foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão contra uma suposta organização criminosa que atuava na cidade de Volta Redonda.
De acordo com a denúncia oferecida à Justiça, a quadrilha seria comandada por Fábio Junior Freitas da Costa, o “Mineiro”, preso desde julho deste ano por policiais da 93ª DP em Cabo Frio, Região dos Lagos. Mineiro é apontado como uma das principais lideranças da facção conhecida como TCP (Terceiro Comando Puro) na região Sul Fluminense.
Segundo o Ministério Público, mesmo distante de Volta Redonda, Mineiro comandava por telefone a venda de drogas realizada pela organização criminosa, que contava com a participação de familiares como sua esposa Natália da Cruz Souza e seu irmão Róbson de Freitas Costa. No curso das investigações, segundo o MP, foi possível constatar que, além de controlar o comércio de entorpecentes, Mineiro tinha ampla liderança nos bairros dominados por sua facção (Retiro, Jardim Cidade do Aço e Siderlândia), chegando ao ponto de ordenar a expulsão de moradores e a morte de um desafeto da quadrilha.
Entre os presos na ação desta quarta-feira estão Adriana Alves de Souza Correa, apontada pelo MP como gerente geral da organização criminosa, Natália da Cruz Souza, mulher de Mineiro, e Rafael da Silva Oliveira, conhecido como “Gordinho”, suspeito de ser um dos responsáveis pelo controle e guarda das drogas e armas de fogo.
O promotor do Ministério Público, Bruno Gaspar, explicou que o dinheiro movimentado pela quadrilha era depositado em contas bancárias de Adriana e Natália. O MP teria encontrado depósitos de R$ 40 mil e R$ 60 mil nas contas delas, sendo que nenhuma delas exercia atividade para justificar tais valores, segundo Gaspar. A Justiça determinou o bloqueio dessas contas.
Bruno Gaspar informou ainda que o pai e um irmão de Mineiro e outras cinco pessoas também estão sendo investigados. Já o delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Eliezer Lourenço, disse que a as investigações duraram dois anos, e contaram com a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos, autorizada pela Justiça.
Mineiro responde por vários assassinatos, o último deles o do comerciante Reginaldo Vasconcelos Castro Pinto, o “Catinha”, de 44 anos. Ele foi morto com 11 tiros, em maio do ano passado, no bar dele, no Retiro.
Os integrantes da suposta quadrilha foram denunciados pelo Gaeco por associação para o tráfico, tráfico de entorpecentes e extorsão qualificada.

Quadrilha aterrorizava moradores

O delegado adjunto da 93ª DP (Volta Redonda), Rodolfo Atala, lembrou que a quadrilha costumava agir de forma violenta, a mando de Mineiro, e impunha suas próprias leis, espalhando pânico e terror aos moradores por anos. O policial lembrou que a prisão de Mineiro chegou a ser uma questão de honra para a polícia da cidade.


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