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Especialistas se preocupam com o aumento de casos de estresse entre crianças

Matéria publicada em 16 de outubro de 2020, 13:55 horas

 


São Paulo- Com o prolongamento do isolamento social, especialistas alertam para o agravamento de um problema que têm impactado a saúde física e mental das crianças em todo o país, que é o estresse.

Segundo a médica pediatra Vivian Oliveira, a procura por atendimentos nos prontos-socorros infantis tem aumentado para casos de dores no peito, abdominais, cefaleia e crises de ansiedade, sintomas que estão relacionados às manifestações do chamado “estresse tóxico”.

O termo utilizado entre os especialistas, explica Vivian, é designado para casos mais frequentes, em níveis mais altos, exigindo uma resposta do organismo por tempo prolongado, o que pode ser muito prejudicial à saúde de maneira geral. “Se a criança não encontra, no seu ambiente, os recursos de adaptação suficientes para vivenciar uma situação nova, o estresse se torna nocivo”, explica a pediatra.

A pediatra ressalta que quando se pensa neste conceito, aplicado à pandemia, em que não apenas as crianças, mas também os adultos precisaram se adaptar a um novo cenário cercado de incertezas, o problema fica ainda mais evidente.

Já a psiquiatra Aline Sabino, destaca que a mudança drástica na rotina e, em muitos casos, o impacto econômico decorrente da pandemia afetaram a saúde mental de todos, deixando a criança mais vulnerável.

Para eles, explica Aline, a falta da escola, do convívio com amigos, as brincadeiras coletivas, tudo isso foi suspenso sem uma data definitiva para terminar. “Até mesmo os mais velhos, que são capazes de entender melhor o que acontece no mundo, ainda assim suas vidas foram diretamente impactadas”, afirma a psiquiatra, destacando a importância da socialização para o desenvolvimento saudável das crianças.

A pediatra Vivian complementa ainda que “cada criança é única e pode ser afetada em determinado momento, ou seja, independentemente da idade, o isolamento, confinamento e/ou distanciamento social vão impactar os pequenos de alguma maneira”.

Sinais de alerta

A pediatra Vivian destaca que para identificar se isso está acontecendo na sua família, alguns sinais de alerta devem ser observados como no caso de alteração no apetite, quando a criança perde o interesse pela comida preferida, ou quer comer muito mais do que o habitual.

Outro sinal é a regressão, quando hábitos e comportamentos já aprendidos passam a se manifestar de novo, como xixi na cama, por exemplo; Alterações gastrointestinais, quando a criança passa a ter episódios de constipação; Variações de humor e inquietação, com momentos de tristeza e raiva; Dependência maior dos pais e cuidadores, quando a criança sente mais necessidade de atenção do que o habitual.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo*


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Um comentário

  1. Avatar

    Todo mundo tá stressado, isso é fato!

    Quem cumpre ou quem não cumpre a quarentena!

    Adultos não sabem como será o amanhã, se terão emprego ou dinheiro para pagar as contas

    Se ficar em casa morre de fome, se sair se expõe ao Covid.

    Mas aí se sair também nao adianta. Pois se os outros não sairem a economia não gira.

    Criancas em casa sentemm sailudade da escola , das escolinhas esportivas mas se sair expoe seus pais e avós ao Covid.

    Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.

    Estranho é quem não está stressado.

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