Isolamento foi uma das causas na queda mais significativa no número de casos de gripes entre crianças - Diário do Vale
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Isolamento foi uma das causas na queda mais significativa no número de casos de gripes entre crianças

Matéria publicada em 12 de outubro de 2020, 17:44 horas

 


São Bernardo do Campo- Um novo estudo do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) revelou que as internações por infecções respiratórias comuns em UTIs pediátricas tiveram uma queda de 80% em 2020 em comparação com os três anos anteriores.

Com esse estudo se comprovou que uma queda mais significativa no número de casos de outras gripes aconteceu justamente entre as crianças. E entre os fatores que contribuíram para isso está o fechamento de todas as escolas do País durante a pandemia, e o fato delas ficaram mais isoladas.

Além disso, diferentemente do que ocorre em outras doenças respiratórias, elas não são o alvo preferencial da covid-19. Os mais vulneráveis são os adultos e o idosos.

“As UTIs pediátricas ficaram muito vazias”, diz o pediatra José Colleti Jr., coordenador da UTI do Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo, que participou do estudo. “Muitas fecharam porque não tinham pacientes e acabaram sendo transformadas em UTIs de covid”, afirmou.

O estudo foi feito em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva Pediátrica em 15 hospitais da Rede D’Or em Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Distrito Federal. A confirmação dos primeiros casos de covid no fim de fevereiro e começo de março, coincidindo com o início da temporada sazonal de doenças provocadas por vírus respiratórios, alarmou os médicos, sobretudo os pediatras, porque as crianças, normalmente, são mais vulneráveis aos patógenos respiratórios.

“Não é que os vírus deixaram de existir, mas eles não circularam de forma tão intensa”, afirma a pediatra Patrícia Barreto, presidente do Departamento de Doenças do Aparelho Respiratório da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ela, uma lição importante a ser mantida com a volta às aulas: criança com qualquer sintoma de doença respiratória não deve ser mandada para a escola.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo*.


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