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Número de atropelados atendidos pelo SUS aumentou em 57% entre 2010 e 2019

Matéria publicada em 31 de agosto de 2020, 09:14 horas

 


Só em 2020 foram registrados até junho 690 internações

Brasília- De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), divulgado nesta segunda feira, o número de atendimentos hospitalares a ciclistas atropelados aumentou em 57%  entre o período de 2010 e 2019, onde passaram de 1.024, em 2010, para 1.610, em 2019. Segundo a pesquisa, neste período foram quase 13 mil internações e R$ 15 milhões gastos a cada ano no tratamento de ciclistas que colidiram com motocicletas, automóveis, ônibus, caminhões e outros veículos de transporte.

Já em relação à 2020, no período até junho, foram pelo menos 690 internações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os números que mostram o aumento de casos se revelam mais presentes em estados como Rio Grande do Norte e Pernambuco. No primeiro, houve uma variação positiva de 1.250% no número de internações entre 2010 e 2020, e no segundo a variação foi de 678%. Minas Gerais também se destaca, com 400% de variação positiva nos últimos dez anos.

Em relação a São Paulo, o mais populoso do país, teve 4.546 internações nos últimos dez anos, liderando as estatísticas. Minas Gerais aparece em segundo, com 1.379 internações, e o Paraná em terceiro, com 892 internações nesse período.

O mesmo estudo mostra que, entre 2010 e 2019, 13.718 ciclistas morreram no trânsito após se envolverem em algum acidente, 60% deles em atropelamentos.

Nem o isolamento social, aplicado no país em virtude da pandemia do novo coronavírus, freou o número de acidentes. Na comparação com o mesmo período de 2019, as internações tiveram baixa de apenas 13%. “Isso pode estar associado ao aumento de velocidade e à imprudência, impulsionadas por este momento de menor fiscalização”, avalia Carlos Eid, coordenador do Departamento de Atendimento Pré-Hospitalar da Abramet.

De acordo com Eid, o aumento no número de acidentes e consequentes atendimentos médicos são causados pelo maior uso da bicicleta no dia a dia, em detrimento de outros veículos. “Diversos fatores estimulam essa migração, como o excesso de congestionamento nos grandes centros, o preço do combustível e o custo módico do veículo. Por isso, a bicicleta tornou-se opção competitiva de transporte, o que exige ainda mais nossa atenção”.

Em 2018, o presidente da República, Michel Temer, sancionou o Programa Bicicleta Brasil, que visa a estimular a construção de ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e a oferecer pontos de aluguel de bicicletas. O programa, no entanto, ainda depende de regulamentação.

Para o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, as cidades não têm acompanhado o crescimento da demanda e não têm investido em infraestrutura suficiente.

As informações são da Agência Brasil *


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Um comentário

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    Qual foi o aumento da frota de veículos nesse mesmo período?… Imagino que os acidentes aumentam conforme a probabilidade de haver um carro passando no local naquele momento, por óbvio…

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