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Presidente do CFM fala sobre regulamentação da cloroquina contra Covid-19

Matéria publicada em 24 de abril de 2020, 08:40 horas

 


Uso da cloroquina ainda seguirá sendo estudado


Brasília –
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, afirma que a decisão de liberar prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina para casos leves do coronavírus não segue a ciência, mas teve de ser tomada para regrar o uso descontrolado da droga no Brasil e colocar “ponto final” na polarização sobre o tema. Veja a entrevista com Ribeiro:

1 – O que muda com o parecer?

Não havia permissão para prescrever a cloroquina. O que fizemos foi liberar o uso. Não recomendar.

2 – Mas médicos já prescreviam…

Estavam prescrevendo. Sob risco. O CFM tem a competência de decidir o que é experimental e o que não é. Na realidade, da forma como estava, o médico estava sujeito a todo tipo de ação. Agora está respaldado.

3 – O CFM espera que aumente a prescrição da cloroquina?

Acreditamos que não. Já tem muita gente usando. Estamos numa situação diferente de tudo o que já enfrentamos. É uma doença que pega uma cadeia. Isola pessoas. E não existe tratamento farmacológico.

4 – Por que escolheram uma reunião no Palácio do Planalto, com o presidente Bolsonaro, para anunciar este parecer?

Já estávamos acompanhando o uso da cloroquina. Mas o ex-ministro (Luiz Henrique) Mandetta fez solicitação de posicionamento sobre a hidroxicloroquina. Ele representa o governo. E essa questão foi politizada. O posicionamento do CFM foi solicitação do ministro de Bolsonaro. O que fizemos foi levar a Bolsonaro o posicionamento oficial do CFM, para depois divulgar ao País.

5 – O CFM não acaba entrando nessa jogada de polarização?

Não. Todas as manifestações do CFM, todas, são no sentido de tirar atenção desta questão.

6 – É seguro prescrever o medicamento para casos leves?

Se você for pensar, o CFM autorizou o uso da droga sem seguir aquilo que nos guia, que é a ciência. O que nos guia é a medicina baseada em evidência, são grandes trabalhos, publicados em grandes revistas. Rigorosos. Que não temos em relação à hidroxicloroquina. É uma excelente medicação para outras doenças, mas para a covid não existe nada. Neste caso, como não temos nada e a doença é devastadora, decidimos liberar o uso da droga.

7 – Bolsonaro trocou o ministro. Havia discordâncias e o presidente quer o fim da quarentena. Ele segue participando de manifestações e índices de isolamento caem. Isso preocupa o CFM?

A preocupação do CFM é com o que vai acontecer nos próximos 30 e 60 dias com a população brasileira. Aparentemente as medidas do presidente Bolsonaro e de Mandetta foram eficazes. Torcemos que a curva continue caindo.


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Um comentário

  1. Estranho né um remédio usado a 80 anos para malária, é usado para lúpus e artrite, Lupus e atrite é de uso continuo. Malaria, se a gente for para Amazônia, África, tem que tomar preventivamente. E agora temos médicos como Doutora Nise Yamaguchi, Diretora Executiva e Clínica do Instituto Avanços em Medicina Médica Oncologista e Imunologista, com Doutorado em Pneumologia, desenvolvido no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em conjunto com o MD Anderson Cancer Center -Texas, USA. Que é uma das responsáveis por avaliar que vale a pena começar o uso da Hidroxicloroquina no inicio dos sintomas de covid19. Salvar vidas ó que importa, todo remédio pode fazer mau se mal administrado.E a indicação tem que ser com avaliação médica, e por 5 cinco dias somente. Vejam o video doutora Nise.https://youtu.be/k_4iWYLDKJY

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