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Programa Estadual de Transplantes já realizou mais de 19 mil transplantes de órgãos e tecidos

Matéria publicada em 9 de setembro de 2020, 11:05 horas

 


Rio- Após completar 10 anos de atuação, o Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro (PET-RJ) tem mais outro motivo para comemorar, é que programa foi responsável por um novo recomeço para mais de 19 mil vidas. Este é o número de transplantes de órgãos e tecidos realizados pelo PET em todo este tempo.

Desde que foi criado em 2010, o Programa Estadual de Transplantes realiza captação e transplante de coração, fígado, rim, pâncreas, medula óssea, osso, pele, córnea e esclera (membrana que protege o globo ocular). Lembrando que a principal missão do PET é obter o “sim” das famílias para salvar vidas por meio da doação de órgãos.

Segundo o coordenador do PET-RJ, Sidney Pacheco, além do aniversário de 10 anos, há muitos recordes a comemorar, onde o mais recente foi registrado entre janeiro e março deste ano, considerado o melhor primeiro trimestre da história do programa, com 254 transplantes de órgãos sólidos. A marca supera em quase 54% o mesmo período do ano passado.

De acordo com Sidney Pacheco, em 2019, o programa recebia, em média, 5,1 doações de órgãos por milhão de habitantes. No primeiro trimestre de 2020, a média subiu para 22, e o Estado do Rio ficou em 5° lugar nessa categoria em âmbito nacional. Quando o programa foi criado, em 2010, o estado ocupava uma das últimas posições no ranking nacional de doadores de órgãos. No primeiro trimestre, alcançou o terceiro lugar, atrás apenas de São Paulo e Paraná.

O coordenador do PET-RJ, diz que, além da atuação de todos os profissionais, é fundamental para o sucesso do programa a ação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTTs) nas unidades hospitalares. Atualmente, o estado conta com quatro CIHDOTTs exclusivas, e está investindo na ampliação da estrutura.

– O PET vem crescendo de maneira substancial nos últimos anos, e isso é resultado do excelente trabalho das equipes. Para manter esses bons resultados, atualmente estamos investindo na criação de mais 16 Comissões exclusivas – ressalta o coordenador.

Credencial para captação de pulmão

Após 15 anos sem possuir credencial para procedimentos de captação de pulmão no estado, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) foi credenciado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), em maio deste ano. Desde 2017, o estado contava com a parceria entre as Centrais Estaduais de Transplante do Rio de Janeiro e São Paulo para este tipo de procedimento. Ao todo, foram 11 pulmões captados no Estado do Rio em três anos de parceria. Com este novo credenciamento, o estado passa a realizar este serviço de maneira independente.

 


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