É tempo de super-heroínas - Diário do Vale
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É tempo de super-heroínas

Matéria publicada em 2 de julho de 2018, 07:43 horas

 


Do visual básico da Supergirl até a armadura da Vespa

 

As mulheres superpoderosas estão arrebentando nas telonas e nas telinhas. Esta semana temos duas heroínas em ação no cinema a “Mulher Elástica” dos Incríveis e a “Vespa” do Homem Formiga. E ainda nesta década teremos a “Capitã Marvel” que vai ajudar Os Vingadores a se livrarem da mala do “Thanos” e a “Mulher Maravilha” tentando salvar a Liga da Justiça da obscuridade.
As super-heroínas chegaram relativamente cedo ao mundo dos Super-heróis. A primeira de todas, a Mulher Maravilha foi criada em 1941, pelo psicólogo William Moulton Marston, menos de dez anos depois da criação do Superman, em 1933 por Joe Schuster. A amazona Diana tinha praticamente os mesmos poderes do último filho de Krypton, mas no começo ela precisava de um avião, invisível, para voar pelos céus do mundo.
O visual da Mulher Maravilha não mudou muito desde 1941, ela usa um short azul com estrelas e um corpete vermelho e dourado. Mas se vocês olharem para a pintura do Alex Ross, aí ao lado, vão notar que o short foi ficando tão cavado que acabou assumindo a forma de um “V”. Essa mudança começou com a série de TV estrelada pela Linda Carter, no final dos anos de 1970. A cada temporada o short ficava menor e mais cavado.
A roupa da Mulher Maravilha é a preferida das mulheres que querem se fantasiar de super-heroína no carnaval ou no Halloween. É fácil de fazer, confortável nos dias quentes do verão e prática. Durante duas décadas a Mulher Maravilha reinou sozinha no mundo machista dos quadrinhos. Até que em 1959 a DC Comics achou que precisava de uma nova super-heroína, mas suave e menos brigona do que a Diana Prince. E assim surgiu a Super-moça, ou Supergirl, uma prima do Superman que desembarca na Terra trinta anos depois do seu primo famoso.
A visual básico da Supergirl, uma blusa azul e uma mini-saia, ainda é usado até hoje pela Melissa Benoist, que faz o papel da moça de Kripton na série da TV por assinatura. Houve outras tentativas de criar um visual mais sexy para a loira. Incluindo o maiô cavadão da Supergirl 52, que deixou os nerds intrigados. Para usar aquele maiô a Supergirl teria que se depilar. Mas como uma criatura dura como aço iria fazer depilação? Nem raio laser funcionaria.
Enquanto a DC Comics ganhava dinheiro com a Mulher Maravilha e a Supergirl, a Marvel contra-atacou criando suas primeiras super-heroínas. A mais famosa é a Mulher Invisível, Susan Storm, do Quarteto Fantástico. Susan foi a primeira super poderosa a se casar no mundo dos quadrinhos e ter uma família. Seu visual também é simples e prático. Um traje de malha inteiriço, geralmente azul, com um emblema no peito. É outro favorito das cos-players e foliãs, mas ao contrário da roupa da Mulher Maravilha o traje da Susan Storm é muito quente para o verão.
Quente e sexy é traje da Silk Spectre, dos Watchmen, que foi copiado pela Mulher Elástica dos Incríveis. É outra roupa que fica bem naquelas cidades frias do hemisfério norte, mas não funcionaria em países tropicais. A Vespa, companheira do Homem Formiga começou com uma roupinha básica, toda colorida. O cinema achou que não era suficiente e vestiu a atriz canadense, Evangeline Lily, com uma armadura e um capacete de motociclista. E o curioso é que a roupa aumenta e diminui de tamanho com ela. Deve ser feito do mesmo tecido inteligente do traje dos Incríveis.
E por último teremos a Capitã Marvel, que chega aos cinemas em março do ano que vem. Usando um uniforme inteiriço, mais pesado que o da Mulher Invisível. O que é algo bem adequado para uma ex-piloto de caça, mas não vai fazer sucesso nos bailes e festas.

Por: Jorge Luiz Calife
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