ÔĽŅ F√≥rum discute preven√ß√£o e aten√ß√£o √† depend√™ncia Qu√≠mica - Di√°rio do Vale
quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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Fórum discute prevenção e atenção à dependência Química

Matéria publicada em 22 de julho de 2018, 15:31 horas

 


Evento foi realizado pela diocese e aconteceu na igreja Nossa Senhora das Graças, no Aterrado

Volta Redonda – Cerca de 300 pessoas participaram neste s√°bado, dia 21, do I F√≥rum de Aten√ß√£o e Preven√ß√£o √† Depend√™ncia Qu√≠mica promovido pela diocese de Barra do Pira√≠ – Vota Redonda na igreja Nossa Senhora das Gra√ßas, em Volta Redonda. H√° dois anos uma comiss√£o foi criada para elaborar um plano de a√ß√£o que contemplasse a realidade de todas as comunidades diocesanas em rela√ß√£o ao avan√ßo do uso de drogas. O tema foi apontado em diversas forma√ß√Ķes que reuniram representantes de diferentes par√≥quias, sempre afirmando que a depend√™ncia qu√≠mica √© hoje um dos principais problemas que afetam a fam√≠lia e a vida em comunidade.

Foram meses de seminários locais ouvindo os diferentes contextos existentes na diocese. Após essa coleta de dados, a equipe finalizou uma cartilha que vai direcionar o trabalho conjunto entre diversas pastorais e movimentos para o enfrentamento às drogas e a assistência às famílias e dependentes químicos, como explicou o padre Gildo Nogueira, um dos membros da comissão.

-Esse f√≥rum vem para buscar responder a necessidade que temos ao drama que vive a nossa sociedade, fam√≠lia e pessoas envolvidas com as drogas. A depend√™ncia √© um sofrimento grande nas fam√≠lias pelo uso em si, mas tamb√©m pelas pris√Ķes, roubos e assassinatos de pessoas envolvidas com isso – esclareceu, padre Gildo.

 

N√ļmeros da droga

De acordo com estudos do projeto, em outros pa√≠ses ficou comprovado que quando o investimento √© realizado no √Ęmbito educativo e da preven√ß√£o, a incid√™ncia de crimes e a depend√™ncia qu√≠mica diminui consideravelmente. O Relat√≥rio do Escrit√≥rio das Na√ß√Ķes Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apontou que em 2015 cerca de 250 milh√Ķes de pessoas usavam drogas, com idades entre 15 e 64 anos. Dessas, cerca de 29,5 milh√Ķes de pessoas – ou 0,6% da popula√ß√£o adulta global – usam drogas de forma problem√°tica e apresentam transtornos relacionados ao consumo de drogas, incluindo a depend√™ncia.

-A preven√ß√£o e aten√ß√£o √† depend√™ncia qu√≠mica dependem muito do poder p√ļblico. Ent√£o a gente vai levar ao conhecimento do poder p√ļblico as propostas que sa√≠rem do f√≥rum. Vamos procurar os governos dos 12 munic√≠pios que comp√Ķem a diocese e aquilo que for de responsabilidade dos governos do estado e federal. Uma equipe ser√° criada especificamente para dar continuidade ao que for encaminhado pelo f√≥rum. Outras cidades do mundo j√° conseguiram reduzir a depend√™ncia qu√≠mica por causa do envolvimento inteiro do poder p√ļblico em a√ß√Ķes e atividades para os jovens. Envolvimento os pais com a escola, com os alunos, porque isso provoca uma mudan√ßa de rela√ß√£o dos pais com os seus filhos, presen√ßa em casa, acompanhamento dos seus filhos… – disse padre Gildo.

 

Igrejas

A depend√™ncia qu√≠mica n√£o √© uma preocupa√ß√£o recente na diocese, h√° anos grupos como a Pastoral da Sobriedade, Alco√≥licos An√īnimos (AA), Narc√≥ticos An√īnimos (NA), entre outros, est√£o presentes nas comunidades atendendo n√£o s√≥ a cat√≥licos mas qualquer pessoa que precisa de ajuda. Com a proposta apresentada no f√≥rum o que se espera √© que esses grupos trabalhem em sintonia, como explicou o representante da Pastoral da Sobriedade Edson Ribeiro, o Edinho.

-Nós precisamos fazer rede. A gente está buscando esse diálogo, que é fundamental, entre todos esses segmentos que trabalham em favor da vida para que a gente possa fazer uma rede forte. E fazer com que todos aqueles que são excluídos e marginalizados possam ter um olhar de esperança Рesclareceu.

O bispo diocesano, dom Francisco Biasin refor√ßou que o projeto √© animado pela Igreja Cat√≥lica, mas aberto para todas as igrejas e religi√Ķes.

-Queremos a partir desse f√≥rum dar aten√ß√£o √†s pessoas que passam por esse sofrimento. Ouvir o grito que vem do nosso povo, jovens, fam√≠lias, m√£es que perdem seus filhos…acolher essas pessoas dentro dos nossos espa√ßos eclesiais e mais: nos abrir para parcerias com outras institui√ß√Ķes religiosas e governamentais. O combate √† droga, a preven√ß√£o e o resgate da dignidade e da vida daqueles que ca√≠ram na droga √© preciso fazer juntando todas as energias da sociedade. A Igreja se coloca como parceria motivadora, animadora para que esse trabalho alcance um objetivo maior. Trabalhar juntos √© muito mais importante e alcan√ßa resultados muito maiores do que colocar nossas for√ßas sozinhos – finalizou.

 

Tema foi apontado como um dos principais problemas que afetam a fam√≠lia e a vida em comunidade (Credito) : Assessoria C√ļria Diocesana

 

 

 

 

 

 

Um coment√°rio

  1. No governos petistas de Lula-Dilma houve desvio de milh√Ķes de reais para ONGs inescrupulosas, que n√£o amparavam nem combatiam a depend√™ncia qu√≠mica dos viciados, contudo iniciativas como a “Fazenda da Esperan√ßa”, ligada √† Igreja Cat√≥lica, que realizam um trabalho excelente tirando centenas de pessoas da depend√™ncia das drogas, foram desprezadas pelo governo comunista do Lula e de seus companheiros!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso √© uma vergonha!”…

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