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Sebrae realiza oficina com microempreendedores, em Itatiaia

Matéria publicada em 23 de agosto de 2017, 13:45 horas

 


Setor tem crescido devido a crise econômica

Itatiaia– A crise econômica vem incentivando o surgimento de MEIs (Microempreendedores Individuais), em todo o país, e para garantir o sucesso de novos negócios, o Sebrae realiza cursos com informações sobre finanças e como controlar o dinheiro da empresa, além do fluxo de caixa. A próxima oficina sobre o assunto acontece, nesta quarta-feira (23), em Itatiaia, com o tema “SEI  Controlar Meu Dinheiro”.

O ingresso ao evento é gratuito. A oficina faz parte das soluções oferecidas pelo Sebrae sobre temas básicos, que ajudam os microempreendedores individuais (MEIs) melhorar a gestão e o fortalecimento dos negócios. E o apoio do órgão  vem sendo, segundo microempreendedores, fundamental para manutenção e crescimento dos novos negócios que a cada dia se tornam uma alternativa ao desemprego.

Um dos casos de sucesso e da microempreendedora Rose Silva, que produz brownie, em Resende. Após ser demitida de uma multinacional há dois anos, a nova empreendedora, que trabalhava como analista de sistemas, decidiu optar pela confecção de brownies que, inicialmente eram distribuídos para apenas dois postos de venda, mas hoje já podem ser encontrados em mais de 50 lugares na cidade. O crescimento médio dos negócios de Rose, giram em torno de 15% a 20% ao mês.

Além dos resultados positivos a comerciante comemora os lucros que ultrapassam os ganhos recebidos por ela, quando trabalhava na iniciativa privada. Mas toda a trajetória de sucesso levou tempo, custou energia e investimentos. Rose conta que além dos cursos no Sebrae, ela buscou aperfeiçoamento em técnicas de higienização de alimentos e modelos de embalagens que agradassem ao público.

Outra estratégia utilizada por Rose foi a venda pelas redes sociais. Aliás, à medida que o negócio foi fazendo sucesso, a rede social se tornou um dos principais meios de comercialização dos brownies. Em seis meses a nova MEI tinha em mãos a receita do sucesso do novo empreendimento, que  deverá se tornar em breve uma pequena fábrica.

– Quando estamos na zona de conforto a gente não cria estratégias, porque estamos, aparentemente com tudo perfeito, mas vindo a crise, começamos a buscar meios de sobreviver e foi assim que optei por este negócio do qual estou profundamente contente – ressaltou Rose.

Outro caso de sucesso e da voltarredondense, Camila Calixto, de 34 anos. Após sair de uma multinacional onde trabalhava por dez anos, Camila decidiu investir em um Brechó, na Ponte Alta. Há dois anos, o negócio vem crescendo e os resultados superando as expectativas. Camila afirma que os ganhos ainda estão abaixo do salário que recebia na iniciativa privada, mas a satisfação em lidar com o próprio negócio não tem preço.

– Vivia trancada dentro de uma empresa, sem tempo para nada, sem poder conversar com as pessoas e quando chegava em casa estava sem energia para brincar ou conversar com meu filho – relatou a microempreededora, afirmando que agora, apesar do trabalho intenso, sobra tempo para conviver com a família.

Camila também tem planos para aumentar as vendas. Ela acredita que ao abrir a loja em um ponto comercial de maior movimento, a renda será ainda melhor. No brechó de Camila, a cliente deixa a roupa sob consignação e assim que ocorre a venda o valor é dividido ao meio. E o brechó, conforme garante a microempreendedora, é um ótimo ramo, onde as clientes podem adquirir uma roupa de marca por valores bem abaixo do praticado no mercado.

“Sem contar que as peças são cuidadosamente escolhidas e higienizadas”, ressaltou a moça.

A história de Tatiana dos Santos, dona de uma loja de roupas em Resende, não é muito diferente das demais. Ela dividia o tempo entre vender roupas para amigas e o trabalho em uma fábrica. Tudo começou a mudar, no entanto, quando a microempreendedora, começou a fazer cursos e investir no seu negócio, que hoje, é uma loja onde os ganhos, embora não sejam revelados pela comerciantes, são bem atraentes.

Estatística 

Segundo o Sebrae  11,1 milhões de empresas foram criadas por necessidades de profissionais de manterem seus sustentos após perderem o emprego. A crise deu lugar ao chamado empreendedorismo por necessidade que estava em queda com a economia em alta.

Dados do órgão apontam que o surgimento de novas empresas saltou de 29%, em 2014 para 43%, em 2015. Já no ano passado esse número se manteve estável.

– Durante as oficinas  microempreendedor passa a entender a diferença entre o seu dinheiro e o da empresa, além de passar a elaborar o controle diário de entradas e saídas do seu negócio – comentou a analista do Sebrae- RJ Clarissa Muller.

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Microempreendedora Rose Silva produz brownie, em Resende
(Foto: Divulgação)


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