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No Dia Nacional do Surdo, representante da Pastoral fala sobre a inclusão do surdo na Diocese

Matéria publicada em 26 de setembro de 2020, 10:18 horas

 


Diocese- Com a Pandemia da Covid-19 muita coisa mudou ou teve que se adaptar, principalmente em relação à cultura e entretenimento.

De acordo com a agente de pastoral, Inêz Vieira de Almeida, as transmissões ao vivo, e as famosas lives de artistas invadiram as casas.

Quem assistiu pelo menos uma percebeu que esse novo formato de evento também incluiu o público de pessoas com deficiência auditiva.

Segundo Inês até a Diocese entrou na moda e teve um interprete de libras, que é a Língua Brasileira de Sinais.

E hoje, dia 26, data em que é comemorado o Dia Nacional do Surdo a agente de pastoral, destaca a importância dos trabalhos para a inclusão dos surdos nas atividades da Igreja.

De acordo com Inês, o trabalho da pastoral já é realizado há muitos anos em Volta Redonda.

Segundo ela, tudo começou na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, da Paróquia Santa Cecília.

“Há 20 anos surgiu a pastoral por meio de um adolescente surdo, Wellington, após ter feito catequese e recebido sua primeira comunhão. Não havendo catequista intérprete, sua mãe foi parceira nessa iniciação cristã. Assim, ela começou a preparar os amigos do filho que também eram surdos e com a ajuda da Pastoral de Barra Mansa, a de Volta Redonda iniciou seus trabalhos”, disse.

Na caminhada com a Pastoral desde o início, a intérprete disse ter começado no susto e acabou se apaixonando pelo trabalho social.

“No começo fiquei apavorada. Fui convidada para um encontro de todo Leste 1, com aproximadamente 150 surdos. Não entendia nada quando vinham falar comigo. Fui convidada a servir ao altar e não entendia nada que o padre me pedia, ele queria uma simples jarra de água. Nesse dia eu prometi pra mim mesma que nunca mais ia passar por uma situação assim. Eu senti na pele o que os surdos passam todos os dias em um mundo em que não são compreendidos. Sinalizar para mim é mostrar através da Palavra de Deus que eles são amados”, contou.

A intérprete ressalta que caso alguém conheça alguma pessoa surda, por favor divulgue ou entre em contato com a Pastoral.

“Estamos todos os domingos na Santa Missa das 9 horas na igreja Nossa Senhora das Graças. Estamos abertos para receber novos alunos no nosso curso e novos voluntários para fazer parte dessa família maravilhosa. Se todos aprenderem libras, os surdos terão uma vida mais digna”, completou.

Em Volta Redonda a pastoral conta com sete intérpretes. Para os que se interessam em aprender a língua de sinais, um curso de Libras é ministrado na comunidade Nossa Senhora das Graças. Os interessados devem procurar a professora Priscila, pelo número (24) 998232489. Nesse tempo de pandemia, as aulas estão sendo online.


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