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Delcídio do Amaral tem mandato cassado no Senado

Matéria publicada em 10 de maio de 2016, 19:46 horas

 


Com trânsito na oposição e na situação, Delcídio se tornou um dos principais acusadores de Lula e Dilma na Lava Jato e chegou a ser preso

Fora: Delcídio do Amaral já não desfruta do foro privilegiado (Foto: ABr)

Fora: Delcídio do Amaral já não desfruta do foro privilegiado (Foto: ABr)

Brasília – O senador Delcídio do Amaral (sem-partido-MS) teve seu mandato cassado nesta terça-feira (10), pelo plenário da Casa, por 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção. Entre outras penas, Delcídio fica fora das eleições pelos próximos oito anos.

Delcídio não compareceu a sessão do plenário do Senado que julgou a cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar por obstrução à Justiça. Ele foi acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato e chegou a ser preso. Desde então, Delcídio se tornou um dos principais algozes da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos quais acusa de serem os reais mandantes de seus atos ilegais.

Delcídio teve o pedido de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar aprovado no colegiado após um longo processo iniciado logo depois de o senador ter sido preso, em novembro do ano passado, por obstrução da Justiça. O senador foi flagrado em conversa com o filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, oferecendo propina e um plano de fuga para que Cerveró não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público no âmbito da Operação Lava Jato.

Em suas delações premiadas, que culminaram com abrandamento da prisão, Delcídio citou diversos políticos das mais diversas legendas e esferas. No entanto, foi com a chegada do PT no governo que ele ganhou mais destaque no poder. Chegou, inclusive, a ser líder do governo de Dilma Rousseff no Senado. Era uma das figuras mais próximas de Dilma e Lula, ainda que os dois neguem.

A sessão

A sessão desta terça foi aberta pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), após as falas de integrantes do Conselho de Ética e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Renan chamou por pelo menos duas vezes Delcídio para se defender, mas sem êxito. Delcídio não compareceu, nem enviou defesa.

Diante do fato, Renan suspendeu a sessão por cinco minutos para designar um defensor dativo. “Considerando que até o momento não compareceu a este plenário, eu vou suspender a sessão pelo prazo de cinco minutos para que seja designado um defensor dativo”, disse.

O servidor do Senado, Danilo Aguiar foi definido como defensor. O servidor pediu a suspensão do processo com o argumento de que a acusação de obstrução da Justiça carece de inépcia da representação. “Ela (a acusação) implica em fazer representação jurídica, mas não indica fato grave que pudesse ensejar a perda”, disse Aguiar. O argumento foi refutado e a sessão transcorreu até o anúncio final do resultado da votação.

Senadores

Antes, os senadores se revezaram na tribuna para pedir a perda de mandato. Integrante do partido que representou contra Delcídio no Conselho de Ética, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que o momento é de constrangimento para o Senado. “Este não é o primeiro caso que membros desta Casa que são presos, mas o caso do senador Delcídio é um dos poucos casos de prisão de um parlamentar por tentativa de obstrução da Justiça e não há dúvida de que isso constrangeu o Senado”, disse.

“Quando o senador Delcídio reuniu com Bernardo Cerveró não foi na condição de senador; quando ele se reuniu foi na condição de senador para oferecer possíveis benesses. É por essas razões que a Rede pede a perda do mandato do senador Delcídio”, disse Randolfe.

Relator

O relator do processo contra Delcídio no Conselho de Ética e Decoro parlamentar, Telmário Mota (PDT-RR), ao se dirigir ao plenário, disse que o mandato de Delcidio deveria ser cassado pelo senador não possuir condições morais e éticas de permanecer na Casa.

“Tendo em vista confissão do próprio senador, o Conselho de Ética entendeu não restar dúvida que ele participou de uma reunião para implementar medidas que claramente iriam obstruir a Justiça, especialmente as relativas à Operação Lava Jato, o que configura a quebra de decoro parlamentar punível com a perda de mandato”, disse.


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2 comentários

  1. Avatar

    Assim era essa quadrilha na época da ditadura: roubavam, assassinavam, explodiam bombas etc. E quando um de seus “cumpanheiros” eram pegos ou “vacilavam”, era abandonado ou morto pelos próprios “cumpanheiros”. Sempre foram bandidos e sempre serão. Não possuem lealdade a ninguém e nem a nada. Foram presos na ditadura e estão sendo todos presos na democracia. Não se trata de “regime politico” mas sim de caráter, e isso nenhum deles tem

  2. Avatar

    TÁ VENDO DELCIDIO, VOCE FOI ACOMPANHAR A DILMADIABA! LEVÔ FERRO!

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