sexta-feira, 15 de novembro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / 6ª Parada do Orgulho LGBTIQ+ é realizada em Volta Redonda

6ª Parada do Orgulho LGBTIQ+ é realizada em Volta Redonda

Matéria publicada em 19 de agosto de 2018, 17:32 horas

 


Evento reuniu pessoas de toda a região para lutar por direitos e igualdade

Evento resgatou o tom político e de denúncias que caracterizou as primeiras Paradas do mundo (Fotos: Paulo Dimas)

Volta Redonda – A ONG Volta Redonda Sem Homofobia (VRSF) realizou neste domingo (19) a 6ª Parada do Orgulho LGBTIQ+ de Volta Redonda. Este ano o evento foi organizado em conjunto com os principais movimentos sociais do município, resgatando o tom político e de denúncias que caracterizou as primeiras Paradas do mundo. O lema que deste ano foi “A hora é agora! Não vão nos silenciar!”, com atos e reivindicações contra o Poder Público de modo geral, apresentações culturais e homenagens à vereadora Marielle Franco (Psol).

A concentração aconteceu na Praça Brasil, na Vila Santa Cecília, às 13h. A caminhada começou por volta das 14h30, pela Rua 33 até a Praça Pandiá Calógeras – próximo a Escola Técnica (ETPC).

O coordenador da ONG, Natã Teixeira Amorim, aponta que o evento existe para mostrar que o movimento LGBTIQ+ na cidade existe com um tom político, mostrando resistência e cobrando direitos. Ele destacou ainda que a cidade tem uma carência de políticas públicas para a população LGBTIQ+ e aproveitou para explicar o lema do evento deste ano.

– “A hora é agora” é por conta das eleições. Para conscientizar a comunidade em quem vai votar, quem vamos colocar para representar o futuro do brasil. “Não vão nos silenciar” porque hoje o Brasil é o país que mais mata LGBT no mundo – disse ele.

Vinícius de Oliveira, também membro da organização do evento, enfatizou que o governo em geral tem invisibilidade a comunidade, reforçando que a cada 27 horas morre um LGBTQI+ e que é preciso denunciar. Ele realça ainda que o evento ajuda a dar força e incentivar essas denuncias e dizendo que precisam de políticas públicas.

– Dizer que a gente existe, que a gente paga imposto, que temos os mesmos direitos que qualquer cidadão, embora sejam negados. O objetivo da parada deste ano é incentivar que as pessoas falem. Quando a gente diz que não vão nos calar, não vão nos silenciar, não é só no sentido de não deixar falar. É no sentido de matar. Quando mataram a Marielle, embora outros vários LGBT já tivessem morrido antes dela, foi um basta. Não vamos permitir mais que nenhuma vida se acabe – reforçou Vinícius.

Para os jovens Davi, de 23 anos e Amanda, de 20, que vieram de Valença, é importante estar na Parada porque é um ambiente que se sentem acolhidos e a vontade.

Outro grupo de jovens, moradores de Vassouras, disseram que participam todos os anos.

– Este ano viemos em uma van com 18 pessoas. O evento é importante para incentivar a falar sobre o assunto, já que muitos ainda sofrem preconceito dentro da própria casa – contou Tamires, que lembrou ainda que a mãe teve dificuldades para aceitar e que ao ver pessoas protestando, dizendo que é normal, a ela começou a mudar de opinião, tanto que segundo a jovem a expectativa era de que a mãe estivesse no evento, mas devido a falta de lugares na van acabou não podendo vir a Volta Redonda.

Para as irmãs Nádia e Beatriz também não foi muito simples. Elas disseram que embora Beatriz seja a mais velha a mãe teve mais facilidade de aceitar a mais nova, no início. Para Eduarda foi mais fácil e ela brinca que na família tem vários membros da comunidade LGBT.

– A parada é importante para as pessoas entenderem que a gente não vai se esconder só porque eles não estão a fim – defendem o grupo.

A assistente social especialista em gênero e sexualidade, Natalia Ribeiro, de 31 anos, explica que embora chame de festa a Parada LGBTIQ+ é um ato político e diz ainda não são minoria e sim marginalizada.

– A comunidade LGBTIQ+ está lutando pelos seus direitos. Muitas pessoas tentam calar a voz dessa população, chama de minoria, mas não é minoria. É Marginalizada. Muitas pessoas ainda tem medo porque são massacradas e violentadas. Vide o caso da Marielle Franco, que foi assassinada politicamente por lutar por essa causa – disse ela.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

3 comentários

  1. Avatar

    DV… não seria: “a mãe acabou não podendo VIR a Volta Redonda””?!

  2. Avatar

    A ONDA DO MOMENTO É SER GAY,ACHO QUE VOU ADERIR uuuuuuuiiiiiiiiiiii

Untitled Document