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A ficção que inspirou a realidade

Matéria publicada em 24 de setembro de 2018, 08:00 horas

 


Quadrinhos de 1953 deram forma ao foguete da Space X

Quadrinhos: O foguete atômico pronto para partir

Na semana passada o bilionário Elon Musk revelou que seu foguete BFR foi inspirado na espaçonave do Tintim. Criado em 1929 pelo cartunista belga Hergé a história narra as aventuras de um jovem jornalista, que viaja pelo mundo com seu cachorro Milu e o aventureiro capitão Haddock. A história foi sucesso no mundo inteiro e serviu de base para um desenho animado dirigido pelo Steven Spielberg em 2011. Os livros tiveram inúmeras edições, inclusive no Brasil e as versões em português podem ser adquiridas nas livrarias da internet. Na maioria das histórias os personagens viajam pela Ásia e o Oriente Médio, mas em 1950 Hergé resolveu enviar seus personagens para a Lua devido ao crescente interesse por viagens espaciais.
A aventura lunar de TinTim foi separada em dois álbuns. O primeiro é “Rumo à Lua” editado no Brasil pela Companhia das Letras. No livro Tintim recebe um telegrama do seu amigo cientista, o professor Girassol, que partiu para um misterioso país europeu chamado Sildávia. O telegrama pede que o jovem e o capitão Haddock viagem para lá. Ao chegar à Sildávia eles descobrem que o professor se juntou a um projeto secreto para enviar uma expedição a Lua. Mas espiões inimigos estão tentando sabotar a expedição.
A história continua num segundo livro, “Explorando a Lua”, também editado pela Companhia das Letras. Quando Hergé desenhou a história, entre 1950 e 1953, o único foguete de grande porte que existia no mundo era o míssil V-2. Usado pela Alemanha nazista para bombardear Londres durante a Segunda Guerra Mundial. A V-2 era um foguete de estágio único, mas Hergé sabia que um foguete assim não conseguiria alcançar a Lua usando combustíveis convencionais. Por isso equipou sua nave com um sistema de propulsão atômica.
A NASA andou estudando esse tipo de propulsão nos anos de 1960. Mas desistiu devido ao risco de radiação. Na vida real a Space X apenas copiou a forma básica do foguete do Tintim, mas vai usar motores convencionais, movidos a metano e oxigênio líquido. O que exige um segundo estágio para alcançar o espaço.


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