domingo, 25 de agosto de 2019

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A Máquina do Tempo em edição ilustrada

Matéria publicada em 8 de julho de 2019, 08:00 horas

 


Clássico de H.G.Wells criou um novo tipo de ficção científica

Jorge Luiz Calife

Nova: A última versão do clássico de Wells
(Foto Timemachine)

“A máquina do Tempo” já teve várias edições no Brasil, afinal é um dos maiores clássicos da ficção científica. Uma das mais bonitas é a edição ilustrada da Suma de Letras de 2018. Escrito em 1895, o romance foi a primeira obra a imaginar o tempo como uma quarta dimensão, por onde o herói pode se deslocar, rumo ao passado ou ao futuro a bordo de sua “máquina do tempo”. Wells, que vivia na Inglaterra vitoriana, fugiu da opção mais fácil, que seria a de enviar o seu herói para o passado, a Idade Média ou a Roma dos Césares.

Crítico da sociedade britânica, Wells estava interessado em especular sobre o futuro e assim manda o seu herói para o ano de 802701, onde a divisão de classes da sociedade vitoriana chegou ao máximo.Numa terra paradisíaca ele encontra os Elois, descendentes da nobreza e da classe alta britânica. Eles são criaturas bonitas e apáticas, que vivem uma vida vazia dedicada às diversões e os prazeres. Mas tem pavor do escuro e se escondem em suas casas quando anoitece.

Quando a máquina do tempo desaparece o herói, que Wells chama simplesmente de Viajante do Tempo, precisa descer aos subterrâneos daquele mundo, onde descobre um segredo aterrorizante. Embaixo da terra vivem os descendentes da classe operária. Que viraram canibais e comem seus antigos senhores. O livro já teve duas versões para o cinema, a melhor de todas sendo a versão de George Pall, filmada em 1960 e cheia de um romantismo que o livro não tem.

“A máquina do Tempo” lançou o estilo Wells, em oposição ao seu rival francês, Júlio Verne. Verne escrevia sobre viagens no mundo do século dezenove, com meios de transporte como balão e submarino, que se encontravam em fase inicial de aperfeiçoamento. Wells ousava ir além e imaginar coisas totalmente impossíveis para a tecnologia oitocentista. Como a máquina de viajar pelo tempo, ou a esfera antigravitacional de “Os primeiros homens na Lua”. A tradução da nova edição é do autor Braulio Tavares.


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Um comentário

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    Muito linda esta edição. A Suma das Letras também lançou uma belíssima edição de Guerra dos Mundos, também de H. G. Wells, ilustrada com desenhos do brasileiro Henrique Alvim, que impressionaram o autor e estiveram presentes em várias edições européias.

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