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A Máquina do Tempo ganha edição ilustrada

Matéria publicada em 2 de julho de 2018, 07:20 horas

 


Clássico de H.G.Wells criou um novo tipo de ficção científica

“A máquina do Tempo” ganhou uma nova edição no Brasil, com ilustrações e notas do especialista Braulio Tavares. Editado pela Suma de Letras, o livro está custando em torno de 40 reais e é um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica. Escrito em 1895, foi a primeira obra a imaginar o tempo como uma quarta dimensão, por onde o herói pode se deslocar, rumo ao passado ou ao futuro a bordo de sua “máquina do tempo”.

Wells, que vivia na Inglaterra vitoriana, fugiu da opção mais fácil, que seria a de enviar o seu herói para o passado, a Idade Média ou a Roma dos Césares. Crítico da sociedade britânica, Wells estava interessado em especular sobre o futuro e assim manda o seu herói para o ano de 802701, onde a divisão de classes da sociedade vitoriana chegou ao máximo.

Numa terra paradisíaca, ele encontra os Elois, descendentes da nobreza e da classe alta britânica. Eles são criaturas bonitas, mas apáticas, que vivem uma vida vazia dedicada às diversões e os prazeres. Mas tem pavor do escuro e se escondem em suas casas quando anoitece.

Quando a máquina do tempo desaparece o herói, que Wells chama simplesmente de Viajante do Tempo, precisa descer aos subterrâneos daquele mundo, onde descobre um segredo aterrorizante. Embaixo da terra vivem os descendentes da classe operária. Que viraram canibais e comem seus antigos senhores. O livro já teve duas versões para o cinema, a melhor de todas sendo a versão de George Pall, filmada em 1960 e cheia de um romantismo que o livro não tem.

“A máquina do Tempo” lançou o estilo Wells, em oposição ao seu rival francês, Júlio Verne. Verne escrevia sobre viagens no mundo do século dezenove, com meios de transporte como o balão e o submarino, que se encontravam em fase inicial de aperfeiçoamento. Wells ousava ir além e imaginar coisas totalmente impossíveis para a tecnologia oitocentista. Como a máquina de viajar pelo tempo, ou a esfera antigravitacional de “Os primeiros homens na Lua”. A tradução da nova edição é do autor Braulio Tavares.

Por: Jorge Luiz Calife – [email protected]


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