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Conteúdo Patrocinado: A origem da crise financeira anunciada por Samuca Silva

Matéria publicada em 12 de outubro de 2019, 00:01 horas

 


Por Deley de Oliveira

Faltando apenas um ano para o término do mandato, o prefeito Samuca Silva resolveu criar o Comitê de Gestão de Crise Financeira. O objetivo, segundo o prefeito, é evitar o colapso econômico da prefeitura e manter os serviços públicos em funcionamento. O prefeito disse que o comitê se reunirá todos os dias para estudar maneiras de aumentar a arrecadação e economizar recursos.
O que o prefeito parece esquecer é que todos os dados verdadeiros sobre a situação financeira da cidade e suas causas estão disponíveis em relatórios do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, do Tesouro Nacional e também da Comissão Permanente de Finanças da Câmara Municipal. Há uma crise mais que anunciada e a culpa é toda da atual falta de gestão.

Segue abaixo um resumo comentado do que foi encontrado nestes balancetes, que mostram um pouco da origem da crise econômica e suas possíveis soluções.

1 – Folha de Pagamento

Para ser levado a sério, o grupo deveria antes de qualquer medida auditar a folha de pagamento da prefeitura sobe a administração Samuca Silva. Entre o fim de 2016, quando o prefeito ainda não era Samuca, e o início de 2017, já sob a batuta do atual mandatário, a prefeitura passou a gastar cerca de R$ 85 milhões a mais por ano com a folha de pagamento. Uma reforma administrativa foi feita, com a promessa de que haveria economia de recursos, mas na prática não foi assim. Ou seja, em três anos Samuca Silva terá gastado R$ 255 milhões com a folha de pagamento a mais que seu antecessor. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado e da Comissão Permanente de Finanças da Câmara Municipal confirmam o rombo.

E há uma ressalva: nesse milionário gasto a mais não há um centavo sequer de aumento ou reposição salarial para os funcionários de carreira. Pelo contrário, os pagamentos não ocorrem mais no último dia útil do mês e a quitação do 13º é sempre uma incógnita. Antecipação da primeira parcela do salário extra? Nunca mais ocorreu desde que Samuca Silva assumiu. Tudo isso tem sido gasto para atender o “jeito Samuca de governar”.

Gastos a mais por ano: R$ 85 milhões
Em três anos: R$ 255 milhões

2 – Gastos com terceirizados

O prefeito Samuca Silva trouxe para Volta Redonda a Organização Social Mahatma Gandhi, que administra o Hospital do Retiro. A unidade médica, construída pelo ex-prefeito Antônio Francisco Neto em 2001, sempre foi gerida pela própria prefeitura e custava em média R$ 26 milhões por ano. Com a decisão de Samuca em terceirizar o hospital, esse montante passou para R$ 43 milhões por 12 meses de contrato.

Gasto a mais por ano: R$ 17 milhões
Em dois anos: R$ 34 milhões

3 – Aluguel de um pedaço pequeno da São Camilo

O prefeito Samuca Silva alugou uma pequena parte do antigo Hospital São Camilo – isso mesmo, não é o hospital todo que está no contrato – por R$ 80 mil por mês. O aluguel começou a ser pago por volta de dezembro de 2017.
De lá até dezembro de 2019, Samuca terá gasto quase R$ 2 milhões somente em aluguéis pagos aos donos do antigo hospital, que estava falido. Como o contrato deve vigorar em 2020, esse valor vai para

Gasto a mais por ano: 960 mil
Em três anos: R$ 2.880 milhões

4 – Compra do Hospital Santa Margarida

Em dezembro de 2017, o prefeito Samuca Silva anunciou a compra do Hospital Santa Margarida por R$ 11 milhões. O hospital atendia a rede particular e estava abandonado após um grupo empresarial abrir falência. Quase dois anos depois, a unidade continua fechada e não tem condições de ser usada de maneira séria sem mais um grande investimento. É hoje um grande símbolo de desperdício de dinheiro público para uma área que precisa de ações imediatas: a saúde pública.

Gasto a mais: R$ 11 milhões


5 – Empréstimo de R$ 80 milhões

Ao assumir, em 2017, o prefeito Samuca Silva rejeitou uma linha de financiamento de R$ 60 milhões que iriam revolucionar a Mobilidade Urbana de Volta Redonda com a construção de novos viadutos, ciclovias e outros benefícios. Ao final do terceiro ano de mandato, quer pega empréstimo de R$ 80 milhões para obras claramente eleitoreiras, atendendo demandas pontuais e pouco coletivas.

6 – Pagamento de dívidas e precatórios

Diante da incapacidade administrativa própria e de sua equipe, o prefeito Samuca Silva insiste em colocar a culpa pela crise em seus antecessores. Samuca usa seguidamente os espaços que têm para dizer que trata-se de problema histórico, que caiu em seu colo e que as gestões passadas simplesmente deixaram para lá, cabendo a ele a responsabilidade pelo seu pagamento.
Apenas para fins de recordação, o governo que o antecedeu foi o primeiro a pagar precatórios na história de Volta Redonda, isso em meados de 1999, e apenas em seu último mandato, de 2013 a 2016, pagou mais de R$ 97 milhões de reais em precatórios judiciais. Muito mais do que isso, foi também o primeiro a parcelar e pagar débitos com o INSS, com o FGTS e com o Pasep.

E, diga-se também, eram dívidas mais antigas que a idade do próprio prefeito Samuca. Não bastasse isso, quando assumiu o município pela primeira vez até a folha de pagamento estava atrasada. Neste quesito, Samuca foi mais feliz, pois assumiu o município com os salários em dia. No lugar de culpar o passado, como faz Samuca, seu antecessor mudou a imagem da cidade com muito trabalho.

7 – O antes e o depois

E o governo antecessor de Samuca pagou tudo isso mantendo o salário dos funcionários públicos em dia, anunciando grandes e inovadores investimentos. Nesta lista, para citar alguns exemplos, estão: Estádio da Cidadania; Policlínica; Centro de Imagens; Ciosp; Radial Leste; viaduto Álimo Francisco e a nova “perna” do Viaduto Nossa Senhora das Graças; urbanização de 174 núcleos de posse; Hospital do Retiro; asfaltamento em toda a cidade; e muito mais.

A verdade está aí, tantos nos balancetes fiscais e financeiros como também na história de Volta Redonda.

Deley de Oliveira é ex-deputado federal


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9 comentários

  1. Avatar

    Ele levou os principais e potenciais adversários políticos pra trabalhar com ele. Deley e Neto ficaram de fora, por isso estão colocando a boca no trombone. Se tivessem juntinhos, num cargo bom ganhando uma pratinha boa, o bico estaria fechadinho. Mas não vem ao caso. Fora isso, forte abraço Deley.

  2. Avatar

    Dinheiro tem
    Falta gestor.

  3. Avatar

    Realmente ,volta redonda melhorou muito na época que era o prefeito Antonio Francisco Neto.hoje eu ando pela cidade ,e não vejo a nova gestão fazendo NADA ..É samuca, cuidado com a lava jato ,ou com o PROGRAMA DA REDE GOLBO DO fantástico no quadro :(CADÊ O DINHEIRO QUE ESTAVA AK)KKKKKKKKKK….

  4. Avatar

    Ok – estamos vendo e vivenciando estes absurdos. Só agora colocam a boca no trombone. Francamente senhores vereadores , deputados e ex-políticos. Vivem no centro da história, não denunciam e não fazem nada. Agora coloca está … no ventilador e o povo , como fica o povo. Esperando as eleições para eleger a cambada outra vez.

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    Parabéns pela matéria.
    Pela primeira vez vejo um jornal local fazer uma matéria esclarecendo tudo dentro da verdade.

  6. Avatar
    A política na mira

    1º aumentar salários, fora de cogitação, pois prefeitura com problemas financeiros não há com fazer isso, com relação ao 13º ele joga para o outro ano para contar na LDO daquele ano, prática muito comum no meio político.

    2º- Organizações , seja de qualquer espécie, estão proibidas de contratar com a administração pública, já houve casos, em outras prefeituras que tiveram que cancelar o contrato por conta dessa irregularidade e eis o motivo de ter havido um aumento, foi necessário para dar regularidade a isso.
    3 – Com relação a este gasto, que coisa é essa! pq não colocou todo o hospital na municipalização.

    4 – Aquele hospital exige uma soma enorme de dinheiro para ser colocado em funcionamento e justamente por isso está parado, Imagine fazer uma contratação de obras e serviços de engenharia em uma concorrência em um valor tão grande, ainda comprar todos os equipamentos, que não são baratos e colocar servidores públicos que são estupidamente caro para a população e improdutiveis, não dá.

    5-O empréstimo, dependendo de qual seja, só pode ser usado para uma determinada finalidade, e é muito comum prefeitos pegarem empréstimos, com relação a obras eleitoreiras todos de VR fizeram e fazem isso.

    6-Dívidas todas as prefeituras possuem, precatórios, dívidas judiciais o problema é quando é forçado a pagar judicialmente o que atrapalho na LDO e outra todo prefeito, como cidade acima, pega empréstimos, deixa a prefeitura endividada e quando sai deixa uma dívida enorme, porém a população aplaude a esse, pois o sucessor não consegue fazer nada por conta de tantas dívidas e com folha de pagamento que muitas das vezes consomem mais de 70% da arrecadação, aí complica fazer alguma coisa, por mais rica a prefeitura possa ser.

    7-Não se pode afirmar quem é o melhor, dados de tudo que foi feito não são plenamente conhecidos e houver contas que não foram aprovadas pelo TCE da gestão passada, é importante frisar que deve-se avaliar com cautela o que foi dito, pois acima de tudo com a aproximação de disputa eleitoral estejam apenas “usando” o jornal para fazer uma “campanha antecipada” da uma futura disputa política.

    Na boa, precisamos de menos políticas e mais uma administração séria e competente, há muito interesse na prefeitura de VR e portanto comentários devem ser percebidos como uma manifestação política, a favor ou contra, porém deveriam reduzir-se a apontar problemas e fazer de fato alguma coisa pela cidade.

  7. Avatar

    Ônibus de graça, só pra uma parte da população, iluminação pública sem lâmpada,estou com nome na dívida ativa por uma taxa inventada.

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    Papo reto nunca mais !!!!

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    Tá certo que não estamos a mil maravilhas, mas nunca li nada com tanta babação de 0v0 do demagogo que ocupava a prefeitura até 2016.

    Mas convenhamos que vindo de um Deley da vida não é de se esperar muita coisa.

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