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A volta dos brinquedos no quarto Toy Story

Matéria publicada em 20 de junho de 2019, 11:17 horas

 


Desenho da Pixar retoma a história nove anos depois

Por Jorge Luiz Calife

A novidade da semana é o quarto filme da franquia Toy Story, que foi responsável pelo sucesso do estúdio Pixar no já distante ano de 1995. O filme que contava a história de brinquedos, que ganham vida quando ficam sozinhos, teve duas continuações – Toy Story 2, de 1999, e Toy Story 3 em 2010. O terceiro filme encerrou a primeira trilogia, que mostrava o crescimento do menino Andy, que foi o primeiro dono dos brinquedos. Com o fim da trilogia, o diretor John Lasseter partiu para outros projetos e agora a serie é retomada num quarto filme, baseado num roteiro de Lasseter, mas sob a direção de Josh Cooley.

O que não quer dizer que ficamos sem ouvir falar nesses personagens durante nove anos. Houve filmes feitos para a TV e para o mercado de DVD como Toy Story de Terror, de 2013. E as lojas de brinquedos nunca deixaram de vender reproduções do cowboy Woody, do astronauta Buzz Lightyear e da vaqueira Jessie.

Como bem se recordam no terceiro e último filme da trilogia Andy crescia, ia para a faculdade e doava seus antigos brinquedos para a menina Bonnie. É aqui que a história é retomada no quarto filme. Os brinquedos estão com Bonnie, exceto a boneca Bo Peep, que foi perdida. Peep é aquela pastora de ovelhas que o Woody vivia salvando no primeiro filme. Agora eles se envolvem com Forky, um brinquedo improvisado, que foi feito na escola da Bonnie a partir de um garfo. Ele tem uns problemas de identidade e acaba caindo na estrada ao fugir de casa. Woody e Buzz saem atrás dele e vão parar num parque de diversões. Onde Woody reencontra Peep, que conseguiu sobreviver no mundo selvagem e virou uma guerreira, especialista em sobrevivência.

A versão original em inglês mantém as vozes do primeiro filme, de 1995, o que é uma façanha e tanto. Tom Hanks continua fazendo a voz do Woody, Tim Allen é o Buzz Lightyear e Joan Cussack é a Jessie. Ainda que neste quarto filme o principal destaque do time feminino seja a Peep com voz da Annie Potts. Nesses vinte e quatro anos desde o primeiro filme, dois dos responsáveis pelas vozes originais morreram – Don Rickles, o senhor Cabeça de Batata e Bud Luckey que fazia o palhaço Chukles, mas suas vozes foram preservadas em gravações e retornam neste filme.
Como todo filme novo de Toy Story tem novos brinquedos, a novidade é o Keanu Reeves como Duke Caboom, um motociclista de circo que não é tão corajoso quanto parece. O personagem parece ter sido inspirado naqueles motoqueiros que saltam por cima de abismos, tão característicos da cultura americana. Mas é claro que aqui entre nós o filme será exibido em copias dubladas e só poderemos conferir as vozes originais quando sair a edição em DVD, lá pelo final do ano.

Parece que a Pixar quer que este seja o último filme da série. Se o Toy Story 3 encerrou com a história do Andy, o quarto seria o capítulo final da história dos brinquedos. Tanto que colocaram um The End no final, coisa que não tinha nos filmes anteriores. Mas com a popularidade que esses personagens desfrutam entre as crianças acho difícil acreditar que este seja mesmo o capítulo final. Afinal esses brinquedos são valiosos, e no segundo filme o Woody quase foi sequestrado por um colecionador japonês que queria coloca-lo num museu.

Não dá para imaginar que a Bonnie seja a última dona deles.

Ainda que o público alvo dos desenhos da série sejam as crianças, eles também agradam os adultos e tem umas sacadas existencialistas que só os pais das crianças vão entender. Como Forky procurando o sentido de sua existência. O desenho tem aquele colorido e o estilo que se tornaram marca da Pixar, o estúdio que mais desenvolveu a técnica da animação por computador. E os brinquedos são os personagens mais adequados para isso.


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