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A volta triunfal do Buzz Lightyear

Matéria publicada em 15 de junho de 2022, 15:51 horas

 


Astronauta da Pixar tem aventura repleta de referências cinematográficas

Aventura: Perdidos num planeta distante

A principal estreia no circuito cinematográfico esta semana é a animação “Lightyear” da Disney Pixar. Como o leitor já percebeu o desenho é sobre as aventuras espaciais do astronauta Buzz Lightyear. Que surgiu como um boneco de ação na coleção do menino Andy, no primeiro filme da série “Toy Story”, no já distante ano de 1995. Quem curtiu aquele filme lembra que o Andy tinha dois bonecos. O cowboy Woody, com voz do Tom Hanks, e o astronauta Buzz Lightyear, com voz do Tim Allen. Como os filmes de faroeste já não fazem mais parte do imaginário infantil, o coitado do Woody foi esquecido. Enquanto o astronauta ganhava popularidade, com direito a uma série de desenhos feitos para a TV no ano 2000.

Vinte e dois anos depois a Pixar e a Disney trazem o personagem de volta. Agora num longa-metragem feito com as técnicas mais modernas de animação por computador. Na versão em inglês a voz do personagem mudou, e ficou a cargo do Chris Evans. Ele mesmo, o Capitão América dos filmes da Marvel. Nas cópias dubladas, que serão exibidas no Brasil, a voz do herói ficou a cargo do Marcos Mignon.

O pessoal da Pixar adora filmes de ficção científica e desde o início o personagem veio repleto de referências que as crianças de hoje nem conseguem imaginar. A começar pelo bordão do herói, “Ao infinito e além” que foi tirado do filme “2001: uma odisseia no espaço” (Cuja sequência final se intitula “as estrelas e além do infinito”). No novo desenho essas citações já começam logo na abertura, com nossos heróis a bordo de uma espaçonave esférica, copiada da Aries 1b do citado “2001”

Buzz e sua amiga Alisha trabalham como seguranças na nave que leva colonizadores para um outro mundo no espaço. Eles encontram um planeta semelhante a Terra, com atmosfera respirável e fazem um pouso perfeito. Buzz e sua equipe desembarcam para verificar se o local é mesmo seguro. Como de costume ele já salta gravando em seu comunicador de pulso: “Diário da missão: Data estelar 3901” que qualquer fã de “Jornada nas Estrelas”(Star Trek) vai reconhecer como uma citação ao diário de bordo do Capitão Kirk.

Nosso herói logo descobre que o planeta tem uma floresta cheia de insetos gigantes e plantas com tentáculos. E resolve ir embora dali. Mas a enorme espaçonave colide com o topo de uma montanha e sofre danos em seu cristal de hipervelocidade. Deixando todo mundo preso naquele planeta hostil. Sentindo-se culpado Lightyear tenta criar um novo cristal, fazendo testes com sua nave de caça, o XL-15. (Uma referência ao antigo seriado Fireball XL-5, do tempo dos nossos avós).

Num desses testes ele viaja no tempo e volta 62 anos no futuro. Onde encontra a neta de sua amiga Alisha e terá que enfrentar os robôs do vilão Zurg. Que é uma imitação clara do Darth Vader de “Guerra nas estrelas” (Star Wars). Dirigido por Angus MacLane o filme provocou uma controvérsia ao ser proibido em 14 países islâmicos, incluindo Arábia Saudita, Malásia e Emirados Árabes. Tudo por causa do beijo gay de duas personagens lésbicas. Algo que os muçulmanos não toleram. Aqui no Brasil todo mundo já se acostumou com isso nas novelas da Globo e nem deve reparar. Pra quem gosta de ficção científica, principalmente ficção espacial o filme é uma festa para os olhos. Destaque para o gatinho robô que é o novo companheiro de aventuras do herói.

 

Jorge Luiz Calife

 


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