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Administração do Stade de France disse que atentados eram ‘problema técnico’

Matéria publicada em 15 de novembro de 2015, 18:40 horas

 


Jovem de Volta Redonda que mora em Paris estava assistindo à partida entre França e Alemanha na hora do ataque

bruno

Bruno Couri dentro do Stade de France momentos antes do atentado
(Foto: Arquivo pessoal)

Após os atentados que ocorreram em Paris na última sexta-feira, 13 de novembro, mais um jovem de Volta Redonda que mora na Capital da França conversou por telefone com o DIÁRIO DO VALE sobre os ataques próximo ao Stade de France. O estudante Bruno Couri, de 23 anos estava dentro do estádio no momento do atentado terrorista. De acordo com ele, ao final do jogo a administração do Stade de France avisou que tinha acontecido um problema técnico e que as saídas seriam direcionadas para outro local. Neste momento, os torcedores se assustaram, sem saber o que tinha acontecido e o tumulto começou. Ele afirmou que atitude dos franceses teve por objetivo evitar um pânico ainda maior.

– Muitas pessoas estavam correndo sem saber exatamente por quê. Um casal francês me perguntou o que estava acontecendo e eu não sabia, fiquei nervoso com a situação. Eu estava na ala oeste do estádio, no segundo andar, avistei muitas pessoas entrando para o campo, resolvi descer e consegui sair e só pensava ir embora, o mais rápido possível. Quando cheguei à rua vi muitos policiais, muita segurança, mas em nenhum momento perguntei o que tinha acontecido – falou.

Após a saída do estádio, o estudante conseguiu entrar em um metrô e ir para sua casa, no Sul da Capital. Durante o trajeto recebeu muitas mensagens e telefonemas de amigos franceses que já sabiam sobre os ataques em Paris. Bruno só conseguiu avisar a família que estava bem quando chegou a casa.

– Quando cheguei a casa avisei minha família pelo telefone que eu estava bem; todos estavam muito preocupados, pois já sabiam o que tinha acontecido – contou.

Bruno Couri destacou a organização da polícia francesa e acredita que o governo tomará todas as providências para garantir a segurança da população. Ele comentou que o clima na capital francesa é de tristeza e que o pânico já passou.

– O clima neste momento é de tristeza em relação aos mortos no atentado. O pânico já passou. Eu acredito que o governo irá dar uma resposta ao ataque terrorista – finalizou.

O pai de Bruno, Reynaldo Couri comentou que passou por muita agonia até conseguir falar com o filho.

– Eu estava descansando na minha casa, quando resolvi ligar a TV e estava passando a cobertura do atentado. Foi um momento de muita angústia desde o momento que liguei o televisor e soube da notícia, até conseguir falar com o meu filho. Rezei muito e fiquei tentando falar com ele pelo celular durante muito tempo, não foi fácil. Mas quando ele ligou e conversou comigo, fiquei aliviado – comentou.

As explosões

O jovem relatou que explodiram duas bombas na parte de fora do estádio. A primeira no início do jogo, aos 30 minutos. Ainda de acordo com Bruno, a partida entre França e Alemanha seguiu normalmente.

– Quando ouvi a explosão da primeira bomba pensei que fossem fogos de artifício, devido ao jogo, ninguém desconfiou de nada e a partida seguiu normal – disse, acrescentando, que quando a segunda bomba explodiu, o barulho foi muito alto e o assustou.

– A segunda bomba explodiu na direção em que eu estava dentro do estádio. Foi um barulho muito alto, me assustei, mas todos assim como eu continuamos assistindo ao jogo até o final, sem nenhum problema – comentou.

Por Franciele Bueno

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4 comentários

  1. Pois é, o mundo pode se estourar matando centenas de pessoas próximas que eles não estão nem aí, desde que não parem o jogo. Ou será que mesmo parando o jogo eles se importarão com o mundo fora das 4 linhas? Veja: “…Quando cheguei à rua vi muitos policiais, muita segurança, mas em nenhum momento perguntei o que tinha acontecido – falou.”

    Em nenhum momento se toma conhecimento do que acontece ao redor e no mundo. Será que ele se importará e olhará a entrevista que deu ao DV? A mentalidade dele não é diferente dos meus parentes, amigos e clientes esportistas de sofá.

    Depois batem no peito e dizem que sabem votar, votam nos corruptos e se tiverem um mínimo de interesse entram na mídia para jogar a culpa no POVO, nos POLÍTICOS e no MEU BRasil.

    E se forem assessores, cargos comissionados e RPAs de politiqueiros ainda promovem os votos nulos, os votos em branco e para deixar de votar (abstenção).

    • Mais uma previsão acertada! kkkk

      O entrevistado esportista que só vê o mundo dentro das 4 linhas nem se importou de ver a entrevista dada. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Certamente ele não se importará como seu próximo, né?!

  2. Quando da realização da Copa do Mundo no Brasil,os jornais franceses falaram mal do Brasil sobre a segurança.E agora ? É seguro ir para a França?

  3. Quando da realização da Copa do Mundo no Brasil,os jornais franceses falaram mal do Brasil sobre a segurança.E agora ? É seguro ir para a França?

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