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Adriana Ancelmo permanecerá em prisão domiciliar até julgamento de recursos

Matéria publicada em 26 de abril de 2017, 21:08 horas

 


 Ex-primeira-dama: Adriana Ancelmo quando foi libertada para cumprir prisão domiciliar em sua casa no Leblon (Vladimir Platonow/Arquivo/Agência Brasil)


Ex-primeira-dama: Adriana Ancelmo quando foi libertada para cumprir prisão domiciliar em sua casa no Leblon (Vladimir Platonow/Arquivo/Agência Brasil)

Rio – Após determinar o retorno à prisão da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, a 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiu que a advogada pode permanecer em prisão domiciliar até que os recursos dos embargados infringentes sejam julgados.
De acordo com o tribunal, o cumprimento imediato do retorno à prisão fica condicionado à não interposição dos embargos infringentes pela defesa de Adriana Ancelmo, já que cabe recurso porque a decisão dos desembargadores não foi unânime.
Ou seja, Adriana Ancelmo permanecerá em prisão domiciliar até o julgamento definitivo do recurso infringente, que decidirá pela manutenção da prisão domiciliar ou pelo encaminhamento da ex-primeira-dama a um presídio estadual.

Decisão

Por 2 votos a 1, o TRF2 determinou nesta quarta-feira (26) a volta à prisão da esposa do ex-governador Sérgio Cabral. O tribunal julgou recurso do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) que pedia o retorno de Adriana ao regime de prisão preventiva. Ela está em prisão domiciliar, concedida pela 7ª Vara Federal Criminal, porque tem filho menor de 12 anos, e a lei brasileira garante o direito de prisão domiciliar a mães de filhos na primeira infância.

O parecer do MPF reforça recurso da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro e destaca que as causas que originaram a prisão de Adriana ganharam ainda mais robustez com o prosseguimento das investigações, não havendo razões para conversão da prisão preventiva em domiciliar.

Investigada na Operação Calicute, Adriana Ancelmo foi presa em dezembro passado, acusada de corrupção e lavagem de dinheiro em organização criminosa liderada pelo marido, que está preso em regime fechado desde novembro do ano passado. Cabral é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa.

A Operação Calicute desvendou um esquema de corrupção e fraudes envolvendo funcionários públicos de alto escalão, grandes empreiteiras, pessoas físicas e jurídicas especializadas na lavagem de dinheiro, além de políticos no Rio de Janeiro.

Benefício

No dia 24 de março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu habeas corpus permitindo que Adriana ficasse em prisão domiciliar. Ela havia recebido o benefício no dia 17 de março, em decisão do juiz federal Marcelo Bretas, mas a medida havia sido cassada, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).


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3 comentários

  1. As nossas Leis só beneficiam os poderosos, se ela tem filho menor de 12 anos e não tem quem possa cuidar dessa criança, poderia ser levado a um abrigo para menores, ou uma família cuidadora. As presas que tem filhos menores, tem esse benefício também?. Lugar de bandida é na cadeia.

  2. Essa mulher presa em regime fechado, atrás das grades, já é um privilégio.

  3. IMAGINA SE TODO CRIMINOSO FICASSE PRESO NA SUA CASA,VIRA BAGUNÇA É ISSO AI LUGAR DE CRIMINOSO E NA PRISÃO DE PREFERÊNCIA QUEBRANDO PEDRA TRABALHANDO PARA PAGAR A ESTADIA,E NÃO SAIR DO NOSSO BOLSO CAMBADA DE CORRUPTO QUEBRARAM O PAIS E O ESTADO AGORA QUEREM FICA PRESOS EM CASA ISSO SERIA CHAMAR DE VEZ O POVO DE OTÁRIO.

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