sábado, 8 de agosto de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Tempo Real / Alergista fala sobre mitos e verdades na contaminação do coronavírus

Alergista fala sobre mitos e verdades na contaminação do coronavírus

Matéria publicada em 17 de março de 2020, 08:53 horas

 


 

Volta Redonda – Andar ou não de máscaras? Comer ou beber determinado alimento? Sair ou ficar em casa? Me isolar ou não? Estocar alimentos? Estas são algumas, entre as inúmeras perguntas, que vem sendo feitas por brasileiros. O problema, porém, está na multiplicidade das respostas, que circulam pela internet. A maioria delas, contestada por médicos. A alergista Fernanda Sobreira Valença, por exemplo, afirma que entre os itens preocupantes na relação de dicas via rede social, estão os referentes a alimentos.

A médica lembra que não há comprovação científica sobre o que deve ou não ser consumido para evitar a doença, que ainda está em estudo e com muitas dúvidas sobre os principais cuidados. “Não existe a história do soro caseiro, da vitamina vendida pelo aplicativo, do suco ideal, da fruta que vai garantir a imunidade evitando o coronavírus, enfim, tudo referente a esse assunto ainda é muito novo, está em estudo, e não podemos vender a ideia de que os alimentos A ou B nos deixam imunes a doença”, ressaltou a médica, lembrando alimentação equilibrada e hidratação do corpo são ideais para o bom funcionamento do organismo, independente de qualquer doença.

A alergista vai mais longe e desmistifica ainda o uso exagerado de máscaras faciais. Ela ressalta que as máscaras devem ser utilizadas por pessoas que podem estar com os sintomas da doença e que, neste caso, devem utilizar este recurso para evitar a proliferação do vírus. Mas, Fernanda Sobreira, afirma que não será a máscara que vai impedir que o vírus se espalhe com maior rapidez. O certo, segundo a médica, é a regra de se manter a um metro de distância das pessoas e o isolamento social, que é o melhor caminho.

– Não será o uso de máscara que vai impedir a propagação da doença, mas o isolamento social – comentou a médica, lembrando que ambientes abertos, como praia e bares ao ar livre, embora tenham menos riscos de contaminação, ainda assim se tornam lugares de contágio da doença devido a aglomeração de pessoas.

Aplicativo oferece informações sobre como se prevenir contra o vírus
(Foto: Reprodução)

Medicação

Evitar o uso de medicamentos como o Ibuprofeno é uma informação correta citada pela médica. Este medicamento, aliado aos relacionados ao corticoide oral devem ser evitados, conforme estudos recentes apontados pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Em casos de dúvidas, no entanto, a médica indica buscar informações em sites como do Ministério da Saúde, OMS, Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) ou pelo aplicativo “Coronavírus – SUS”.

– É preciso entender que se tratando de uma doença nova, as pesquisas ainda estão em andamento, mas devemos ter cuidado com as fórmula mágicas vendidas ao consumidor temeroso – completou a alergista.

Testagem

Os exames para testagem da doença, segundo orientações do Ministério da Saúde, somente devem ser realizados em pacientes considerados em estado mais grave. Aos demais, o protocolo médico afirma que deve ser empregado o isolamento social e repouso por pelo menos 15 dias. A alergista Fernanda Sobreira alertou ainda que pacientes devem ir aos hospitais somente quando apresentarem sintomas como febre, prostração, tosse e dificuldades para respirar. Nos demais casos, o paciente deve se manter em casa até melhora do quadro clínico.

– A exposição havendo os sintomas iniciais se torna mais grave, porque amplia a margem de contaminação do vírus – concluiu Fernanda.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

2 comentários

  1. Avatar
    Depósito de Bebida

    Agora o Park $ul fecha de vez. Foi bom enquanto durou, mas com os alugueis absurdos e comerciante tendo que assumir o balcão, agora com a restrição de público e circulação vai virar depósito de bebida.

Untitled Document