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Angela Merkel diz que Reino Unido não pode manter privilégios da UE

Matéria publicada em 28 de junho de 2016, 09:14 horas

 


O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, François Hollande, reúnem-se em Berlim para discutir a crise gerada pelo 'brexit' (Foto: Tiberio Barchielli/ Palazzo Chigi/Fotos Públicas)

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, François Hollande, reúnem-se em Berlim para discutir a crise gerada pelo ‘brexit’ (Foto: Tiberio Barchielli/ Palazzo Chigi/Fotos Públicas)

Bruxelas – A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta terça-feira (28), em reunião do Conselho da União Europeia (UE), em Bruxelas, que não se pode sair do bloco e manter os privilégios. Ela se referia à saída do Reino Unido da UE, após o referendo de quinta-feira passada (23), quando a medida foi aprovada por 51,9% dos eleitores.

Merkel falou sobre o acordo de livre comércio e a livre circulação de pessoas na UE. “Podemos comprar produtos de outros países e os nossos jovens podem estudar em outros países. Podemos estar orgulhosos do nosso modelo social, muita gente mundo afora inveja isso. Nós vamos lutar pelo bloco, por uma União Europeia forte o suficiente para lidar com a saída do Reino Unido, e forte o suficiente para representar seus interesses diante do mundo”, afirmou.

Ela disse ainda que é preciso tornar a UE mais competitiva e focar no sucesso da Europa. “Para uma Europa de sucesso é fundamental que as instituições e os países-membros mantenham os acordos e as promessas”.

“Temos que estar atentos à situação dos refugiados da Síria e do Iraque. Só juntos poderemos lidar com as obrigações a respeito dos refugiados e a questão do terrorismo. A questão é muito grande para os países lidarem sozinhos”, afirmou Merkel.

A chanceler alemã disse ainda que conversou com François Hollande, presidente da França, que eles discutiram o futuro da UE e que compartilham a mesma opinião sobre a saída do Reino Unido.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, participa hoje da reunião do conselho, mas não participará do evento nesta quarta-feira (29), quando os 27 países-membros se reunirão para discutir a questão.

Cameron está sendo pressionado por lideranças europeias para dar início ao processo de saída do Reino Unido da UE. Jean-Claude Junker, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a UE “não pode permanecer na incerteza”.

Por outro lado, britânicos insatisfeitos com o resultado do referendo têm ido às ruas se manifestar contra a decisão e solicitar um novo referendo. No site petition.parliament.uk, o pedido de um segundo referendo já tem quase 4 milhões de assinaturas.

A Escócia, que é membro do Reino Unido e que teve maioria votando para permanecer na UE, também já sugeriu referendo para se tornar independente.

Nigel Farage, líder do partido britânico Ukip, favorável à saída do Reino Unido, afirmou na reunião de hoje que o projeto político da UE está em negação. Farage disse ainda, sob vaias do Parlamento, que o referendo teve “resultado sísmico” e que a “UE deve permitir que os britânicos possam perseguir suas ambições globais”.


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2 comentários

  1. Avatar

    Que título mais sem nexo o da reportagem. Colocaram um alfabetizando para fazê-lo?
    Reino Unido e UE estão em posições invertidas na frase.

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