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Angra e Paraty estão cotadas para projeto ‘Destinos Turísticos Inteligentes’

Matéria publicada em 6 de maio de 2021, 16:14 horas

 


Projeto pretende qualificar cidades para oferecer experiências que envolvam ação de governança; inovação; tecnologia; sustentabilidade; e acessibilidade

Angra dos Reis e Paraty – Dois municípios da região da Costa Verde estão na disputa pela última vaga do projeto “Destinos Turísticos Inteligentes” (DTI), que será lançado pelo Ministério do Turismo. A cidade do Rio de Janeiro já está entre as dez selecionadas e Angra dos Reis ou Paraty pode ser a cidade que também será selecionada para o projeto.

O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, William França Cordeiro, apresentou a proposta na audiência pública da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira, realizada na sede da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-RJ).

O projeto pretende qualificar cidades para oferecer experiências que envolvam ação de governança; inovação; tecnologia; sustentabilidade; e acessibilidade. A metodologia tem a chancela da Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão da Inovação e as Tecnologias Turísticas (SEGITTUR), da Espanha – instituição referência no segmento. São duas vagas por região do país.

Presidente da Comissão de Turismo, deputada Alana Passos (PSL), destacou a importância do projeto, que irá desenvolver metodologia e plano de transformação para municípios de todo o país:

– Tenho feito visitas a municípios de todo o Rio de Janeiro, e vejo prefeitos e secretários abertos a ideias, com muita força de vontade. É aí que entra a Comissão de Turismo. Não tenho dúvida de que a retomada do setor vai dar certo – frisou.

William França trouxe dados que mostram a importância do turismo para o país. Antes do início da pandemia do coronavírus, o setor era responsável por 8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e gerava 25 milhões de empregos diretos e indiretos. Ele ressaltou a relevância do Rio neste cenário.

– É um assunto de extrema relevância para o estado, um dos que mais pode ou deve, usufruir dos benefícios dessa cadeia. Temos que olhar bem para o estado, que tem vocação natural para o turismo – declarou.

Diretora do Departamento de Inteligência Mercadológica e Competitiva do Ministério do Turismo, Nicole Ferreira Facuri, explicou que o DTI pode aumentar a competitividade de cidades do país frente outros destinos internacionais.

– O mundo já está olhando para destinos turísticos inteligentes, e nós queremos trazer essa metodologia para o Brasil. O objetivo é que nossas cidades estejam em um patamar de maior competitividade no cenário internacional – pontuou.

Conectividade

Para tornar a experiência turística mais inteligente e menos burocrática é fundamental que haja uma estrutura que permita amplo acesso à internet. Vice-presidente da comissão, a deputada Adriana Balthazar (Novo) destacou a importância de cobrar do governo federal ações que aprimorem a conectividade.

– O turismo será o grande ‘boom’ pós-pandemia. Se há um projeto tão bacana à disposição, que usemos ele em nossa ‘cidade maravilhosa’. Para que dê certo, temos que cobrar do governo federal que o 5G chegue a todos – declarou.

O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo reforçou essa necessidade.

– Temos no município de Bonito (MS) um bom exemplo: Lá, pela internet, um turista sabe quando poderá visitar uma caverna com o número de pessoas que deseja. Em compensação, nas Cataratas do Iguaçu não há internet, e no Cristo Redentor o sinal é muito instável. Temos que fazer uma lista prioritária de implantação da tecnologia 5G – destacou.


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