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Após depoimento a Moro, Cardozo diz que caixa 2 é prática histórica no país

Matéria publicada em 13 de março de 2017, 21:01 horas

 


Ex-ministro: Cardozo disse que, apesar de ilegal, a prática de caixa 2 'nem sempre agasalha a corrupção' (Foto: Arquivo/ABr)

Ex-ministro: Cardozo disse que, apesar de ilegal, a prática de caixa 2 ‘nem sempre agasalha a corrupção’ (Foto: Arquivo/ABr)

São Paulo – Após depoimento perante o juiz Sérgio Moro, que durou cerca de 20 minutos, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo disse nesta segunda-feira (13) que a prática de caixa 2 em campanhas eleitorais “é histórica e recorrente, fruto de um sistema político anacrônico”, e acrescentou que a prática não está necessariamente associada a ato de corrupção ou lavagem de dinheiro.

Também foi ouvido, por videoconferência, no Fórum Criminal de São Paulo, o empresário Emílio Odebrecht, dono do grupo Odebrecht e pai do ex-presidente do grupo Marcelo Odebrecht – condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por participação no esquema investigado pela Operação Lava Jato. Trata-se do primeiro depoimento do empresário ao juiz Sérgio Moro.

Ao deixar o fórum, José Eduardo Cardozo disse que, apesar de ilegal, a prática de caixa 2 “nem sempre agasalha a corrupção”. O ex-ministro disse que a empresa doa o dinheir,o e o beneficiário processa como caixa 2 muitas vezes sem saber a origem dos recursos.

Ele relatou ter respondido a perguntas do advogado de defesa de Palocci e também feito esclarecimentos solicitados pelo juiz Moro. Mas se eximiu de dar detalhes sobre o teor das indagações, lembrando que o processo corre sob sigilo e que, caso quebrasse essa exigência, poderia correr o risco de entrar no fórum como testemunha e sair como réu.

Questionado se tinha conhecimento de ilegalidades na campanha de 2014, o ex-ministro afirmou que, apesar de não ter participado, pode testemunhar que a ex-presidente Dilma Rouseff tinha uma postura rígida contra o recebimento de dinheiro ilegal.

Palocci

O advogado José Roberto Batochio, que defende o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci, saiu satisfeito da audiência. “Nada se provou que incriminasse o Palocci”, disse o advogado, apesar de citar que um ou dois depoentes teriam declarado já ter ouvido “dizer que era o Palocci, o italiano”. Italiano é o codinome que consta de uma planilha de propinas da empreiteira.

Entre os depoimentos que considerou favoráveis a seu cliente, Batochio destacou o do empresário Emílio Odebrecht: “ele foi muito claro em dizer que jamais ouviu dizer que o italiano fosse o Palocci”.

Palocci foi preso em setembro do ano passado, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, a Omertá. Para Batochio, a prisão é “arbitrária e abusiva”. Ele afirma que “não tem sentido manter preso um homem enquanto se apura se ele é, ou não é, culpado por alguma coisa e quando a instrução do processo pelas testemunhas mostra que ele não participou de nenhuma irregularidade”, afirmou Batochio.


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10 comentários

  1. Mas quem estava no poder não era o Partido da Ética na Política, Não iriam mudar a história? Não era o Governo do “Nunca Antes neste País”? Levanta a mão quem acreditou?

  2. Esse é cara de pau mesmo

  3. Do jeito que a coisa vai, daqui a pouco, esses ladrões estarão todos soltos, e ainda vão pleitear indenização poe dano moral. Brasil um País de Tolos.

  4. Saulo da Prefeitura

    Primeiro ele defendeu que “pedaladas fiscais” não era crime; agora “caixa 2” também não é crime. Pelo visto crime mesmo nesse país é ser honesto!

  5. agafjgjjkWantuil fortes Silvério

    Ninguém dá dinheiro à ninguém ! O que está existindo no Brasil, É crime de roubo, tirando dinheiro dos hospitais públicos e muito sofrimento para os brasileiros de baixa renda e muita espera . Cadê O STF ?

  6. Cara de pai, o inocente. Tudo se resume em obras superfaturadas. Dinheiro que poderia ir pra saúde e educação. Isso deveria ser crime hediondo. Prisão perpétua. O STF, tem gente lá querendo inventar. O Brasil ta na lama. Querem um povo mendigo e desenformado, para roubar nossas riquezas. São bipolares ou sínicos.

    • Eu considero crime hediondo e a punição é nunca mais votar no partido que acolhe essa gente. E nem nos partidos aliados.

      Mas precisamos compreender que tem eleitores que gostam de corruptos na política.

  7. Caixa 2 é crime, previsto pelo código eleitoral. Não dá pra dizer que essa grana recebida por fora não é crime. O que o Sr. Cardoso quer dizer ? Que devemos esquecer a Lava-Jato e toda a corrupção já desmascarada ? Dinheiro recebido por fora de empreiteiras e afins é crime sim ! Não se doa por ideologia. O que se demonstrou foi que isso vira obra super-faturada, dinheiro para politico no exterior e tudo mais.

    Tolerância zero com essa cambada. Caixa 2 é crime. Caixa 2 é corrupção sim.

    • se doou através de caixa 2, então não foi contabilizado. e, portanto, trata-se de sonegação! sonegação é crime! a desfaçatez desses petistas corruptos não tem limite….. cadeia neles!

  8. eduardo cara de pau

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