Atlas da Violência: Volta Redonda registra menor taxa de homicídios do Sul Fluminense

Angra dos Reis lidera, com taxa de homicídios 61% maior do que a nacional

by Agatha Amorim

Sul Fluminense – O Atlas da Violência 2024, publicado através de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado este mês, mostra que, no cenário de segurança pública no Sul Fluminense, há municípios com taxas de homicídio acima ou bem próximas da taxa nacional.

De acordo com a publicação, Angra dos Reis desponta com uma taxa de 39,4 homicídios estimados por 100 mil habitantes, bem acima da média nacional de 24,5. Barra Mansa, Resende e Volta Redonda também apresentam números que merecem atenção, demonstrando variações importantes em relação à média no país.

Em Angra dos Reis, cidade com população estimada em 167.434 habitantes para o ano de 2022, foram registrados 66 homicídios, com nenhum homicídio oculto detectado. Este número revela uma taxa de 39,4 homicídios estimados por 100 mil habitantes, uma diferença de 61% em relação à média nacional.

Barra Mansa, com população de 169.894 habitantes, teve 52 homicídios registrados, sendo um oculto. A taxa de homicídios estimados por 100 mil habitantes na cidade é de 31,2. Já em Resende, com população de 129.612 habitantes, foram registrados 38 homicídios, com um oculto, resultando em uma taxa de 30,1 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Por fim, Volta Redonda, com população de 261.563 habitantes, registrou 73 homicídios, incluindo dois ocultos, com uma taxa de 28,7 homicídios estimados por 100 mil habitantes.

A metodologia utilizada para o levantamento das taxas de homicídios estimados nos municípios mencionados baseou-se em uma análise detalhada dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, especificamente dos registros de mortes violentas com causa indeterminada (MVCI).

Primeiramente, foram considerados os homicídios registrados oficialmente pelo SIM, que incluem as mortes causadas por agressões e intervenções legais claramente identificadas como homicídios. Além disso, foram identificados os casos de MVCI, classificados inicialmente como mortes violentas cuja causa não pôde ser determinada com precisão (podendo ser homicídios, suicídios ou acidentes).

Para estimar os homicídios ocultos entre as MVCI, foi aplicado um algoritmo que utiliza microdados de mais de 3 milhões de mortes violentas ocorridas no Brasil entre 1996 e 2021. Esse algoritmo aprende as características associadas às vítimas e aos cenários de mortes violentas conhecidas (homicídios, acidentes e suicídios) registradas no SIM, e então classifica as MVCI com base na semelhança com esses padrões conhecidos.

O resultado desse processo é uma estimativa mais precisa dos homicídios ocultos que estariam mascarados sob a classificação de MVCI no SIM. Somando esses homicídios ocultos aos homicídios registrados, obtém-se o total de homicídios estimados para cada município. Esses números são, então, ajustados para uma taxa por 100 mil habitantes, permitindo comparações diretas entre diferentes localidades independentemente do tamanho de sua população.

 

Média nacional – 24,5 homicídios/100 mil habitantes

Angra dos Reis: 39,4/100 mil habitantes, 61% a mais que a média nacional

Barra Mansa: 31,2/100 mil habitantes,  27% a mais que a média nacional

Resende: 30,1/100 mil habitantes, 23% a mais que a média nacional

Volta Redonda: 28,7/100 mil habitantes, 17% a mais que a média nacional

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