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Ato lembra feminicídio no Aero Clube

Matéria publicada em 20 de dezembro de 2019, 16:27 horas

 


Familiares e amigos de mulher morta pelo ex-companheiro fazem ato neste domingo em Volta Redonda

Volta Redonda – Familiares e amigos de Sirlene Ferreira de Lacerda, de 38 anos, morta a tiros pelo ex-companheiro, no final da madrugada do dia 21 de novembro, enquanto seguia para o trabalho, farão neste domingo (22), às 10h, um ato pacífico em frente ao local do crime. Sirlene trabalhava na cantina do Senai, na Avenida Ministro Salgado Filho, no bairro Aero Clube, em Volta Redonda.

Segundo João Paulo Peixoto, primo da vítima e organizador do encontro, um culto em memória de Sirlene será feito, com a intenção de homenageá-la, além de pedirem justiça, apesar dos suspeitos já terem sido presos.

– Todos nós, tanto familiares quanto amigos, sabíamos que ele era o principal suspeito. Ela sofria ameaças dele constantemente. Pedimos justiça porque, mesmo sabendo que eles estão presos, podem sair a qualquer momento. Esperamos que a justiça seja feita de verdade. Iniciaremos o ato com um culto em memória dela. Posteriormente, soltaremos balões brancos e rosas, simbolizando a luta contra o feminicídio. Vemos todos os dias nos jornais, que os números sobre esse tipo de crime têm crescido em nossa região. Decidimos chamar a atenção da população para este tema, que é tão importante – explicou.

A previsão, segundo o organizador, é que aproximadamente, cem pessoas estejam presentes. Ele ressalta que o ato é aberto à população e informa que parentes e amigos se juntaram e confeccionaram camisas com a foto de Sirlene, com mensagens pedindo um basta à violência contra a mulher. Após o culto, todos sairão do ponto de encontro e seguirão em carreata, pelo bairro Aterrado, pela Vila Santa Cecília, e, posteriormente, seguirão para o bairro Vale Verde, para inaugurarem um grafite feito no muro de uma escola, próximo a casa onde Sirlene morava. Uma queima de fogos está programada para acontecer em um campo de futebol, ao final do encontro.

João Paulo ressalta a importância do protesto.

– Gostaríamos de contar com o apoio de todos, para divulgar esse ato; e fazer com que as mulheres, vítimas de violência doméstica, tenham voz e tomem coragem para dizer um basta – finalizou.

Entenda o caso 

Elias Paulo Ferreira, de 37 anos, ex -companheiro da vítima, e Elder Moreira Silva, de 34 anos, amigo e comparsa de Elias, presos no dia 22 de novembro, foram indiciados pela polícia, suspeitos por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe e sem chance de defesa da vítima, baleada na cabeça. A arma utilizada no crime, um revólver cal. 38, além da motocicleta utilizada pelos suspeitos, foram apreendidos pela polícia.

Segundo as investigações lideradas pelo delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Wellington Vieira, e do delegado adjunto da mesma delegacia, Rodolfo Atala, Elias pretendia fugir após matar a ex-companheira. Uma passagem aérea com destino apenas de ida para Portugal, foi encontrada pelos policiais. A investigação também apontou um histórico de agressões e ameaças que Sirlene vinha recebendo após o término do relacionamento, em 2017.

Os suspeitos foram identificados pela polícia, por meio de imagens gravadas por câmeras de segurança, que registraram os dois, usando uma moto, seguindo a vítima, que dirigia um corsa, preto, no momento da execução. O corpo de Sirlene foi sepultado na manhã do dia 22 de novembro, no Cemitério Municipal de Volta Redonda, no bairro Retiro. Ela morava no bairro Verde Vale, e deixou dois filhos.

Familiares e amigos de Sirlene utilizarão camisas pedindo o fim da violência contra a mulher durante a homenagem (Foto: Reprodução)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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