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Avião da Chapecoense caiu por pane seca e estava com excesso de peso

Matéria publicada em 26 de dezembro de 2016, 21:05 horas

 


Informação foi divulgada pela Aeronáutica Civil da Colômbia; acidente deixou 71 mortos

Acidente fatal: Avião pararia em Cobija para abastecimento, mas a parada não aconteceu (Foto: FuerzaAereaColombiana)

Acidente fatal: Avião pararia em Cobija para abastecimento, mas a parada não aconteceu (Foto: FuerzaAereaColombiana)

Medellín – Informe preliminar da investigação divulgada nesta segunda-feira (26) pela Aeronáutica Civil da Colômbia aponta que o avião da Chapecoense estava com excesso de peso quando caiu com 77 pessoas a bordo, mas que o acidente foi devido à falta de combustível. O acidente, que aconteceu na madrugada de 29 de novembro, deixou 71 mortos, entre jogadores da equipe, dirigentes, tripulantes e jornalistas.

Além disso, havia falhas no plano de voo da viagem que levaria a equipe de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para Medellín, na Colômbia, onde o time disputaria a primeira partida da final da Copa Sulamericana contra o Atlético Nacional.

As gravações da caixa-preta registram que os tripulantes falaram sobre cálculo de combustível durante o voo. De acordo com as autoridades, um sobrevivente disse que a princípio o avião pararia em Cobija para abastecimento, mas a parada não aconteceu.

Segundo a Aeronáutica Civil, não havia um aeroporto alternativo para pouso no plano de voo e o combustível disponível era exatamente o necessário para o tempo de voo estimado. No entanto, o tanque do avião deveria ter uma reserva para emergência suficiente para mais uma hora e meia de voo.

Pouco antes do acidente, na última gravação durante o voo, a tripulação que levava a equipe da Chapecoense pediu para alterar a rota, devido condições meteorológicas adversas, segundo o informe preliminar.

Follmann segue sem previsão de alta

O goleiro Jackson Follmann, um dos quatro brasileiros sobreviventes do acidente aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense e único ainda hospitalizado, apresenta estabilidade e um quadro sem queixas, de acordo com o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Hospital Unimed de Chapecó.

Segundo informa O Estado de S. Paulo, “Follmann segue estável clinicamente, recebendo analgesia, antibioticoterapia endovenosa, afebril, alimentando-se muito bem e sem queixas”, de acordo com o boletim assinado pelas médicas Juliana Foresti e Carolina Ponzi. Apesar do quadro positivo, porém, o arqueiro segue sem previsão de alta.

Com parte da perna direita amputada, o jogador passaria por um procedimento cirúrgico no tornozelo esquerdo na última sexta-feira, mas este foi adiado. Ainda sem nova data para a operação – chamada artrodese -, que consiste na fixação de dois ossos, finalizando a mobilidade dos mesmos, foi realizado apenas um novo curativo no local, “sem intercorrências”.

No domingo, o atleta foi submetido a uma drenagem do sangue acumulado em um hematoma no local de amputação da perna direita.

Ainda de acordo com as informações do relatório, Follmann continua acompanhado por equipes especializadas em fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. Em cerca de duas semanas, o goleiro deverá viajar a São Paulo para colocar uma prótese na perna amputada.

O zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o jornalista Rafael Henzel, os outros três brasileiros que sobreviveram à queda do avião, já foram liberados pelo hospital e passam bem.


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Um comentário

  1. muito triste mesmo que deus abençõe toda familia.

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