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Barra Mansa promove encontro para debater campanha ‘Sinal Vermelho para a Violência Doméstica’

Matéria publicada em 7 de agosto de 2020, 15:36 horas

 


Campanha coloca farmácias como agentes na comunicação contra a violência doméstica
(foto: Jane Portella)

Barra Mansa – A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Mansa se reuniu com representantes de diversas entidades, nesta sexta-feira (7), dia em que a Lei Maria da Penha completa 14 anos, para difundir as ações da campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

Em função do distanciamento social devido a pandemia do novo coronavírus, a campanha agregou as farmácias à rede de equipamentos para ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda. Participaram do encontro, agentes do gabinete da vice-prefeita, OAB Mulher, 90ª DP, Polícia Militar, Patrulha da Mulher, Guarda Municipal, Creas, UPA, Vigilância em Saúde e Paismca.

A secretária de Assistência Social, Ruth Coutinho, a Ruthinha, destacou que o objetivo da campanha é oferecer um canal silencioso, permitindo que mulheres vítimas de violência doméstica se identifiquem nas farmácias credenciadas à campanha e a partir daí, sejam ajudadas a romper o ciclo de violência.

– O protocolo é simples: com um “X” vermelho na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou mesmo um batom, a vítima sinaliza que está em situação de violência. Com o nome e endereço da mulher em mãos, os atendentes das farmácias e drogarias que aderirem à campanha devem ligar, imediatamente, para o 190 e reportar a situação – disse.

Segundo o CNJ, o protocolo conta com a parceria de 10 mil farmácias e drogarias em todo o país, sendo 83 de Barra Mansa. As farmácias que aderiram a campanha são dos bairros Vista Alegre, Vila Nova, Colônia, Centro, Ano Bom, Mangueira, 9 de Abril, Jardim Boa Vista, Piteiras e Santa Clara.

O coordenador do Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), Célio Carlos de Oliveira, detalhou como é realizado o atendimento às vítimas de violência doméstica.

– As mulheres que sofrem abuso sexual no nosso município são encaminhadas para o Hospital da Mulher, no Ano Bom, para receber o atendimento adequado e as vítimas de agressão física recebem os primeiros socorros na UPA. Em ambas as situações são feitos o Boletim de Atendimento Médico, o BAM. Feito esse socorro emergencial, são encaminhadas para a 90ª DP e na sequência, para o exame de corpo delito. Após esses procedimentos, são submetidas a uma série de atendimento psicossocial no Creas com a finalidade de romper com o ciclo de violência, inclusive com orientação jurídica – afirmou Cério, acrescentando que a campanha promove o engajamento de outros setores da sociedade no combate às agressões contra o sexo feminino.

Campanha

A campanha “Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica” coloca farmácias como agentes na comunicação contra a violência doméstica. Ela é fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Trabalhadores das farmácias – farmacêuticos, e balconistas – receberão treinamento para acolhimento das vítimas e tomada de providências.

A participação dos atendentes de farmácia na campanha consiste na comunicação com a polícia e no acolhimento da vítima. Eles não serão conduzidos a delegacia e nem, necessariamente, serão chamados a testemunhar.

Violência na pandemia

Entre março e abril deste ano, o índice de feminicídio cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em Barra Mansa, houve um aumento da violência doméstica pontualmente no mês de abril, em torno de 20%. Nos demais meses, não foram constatadas alterações. Segundo a Secretaria de Assistência, o fato pode estar associado ao represamento de demandas relativas ao mês de março, quando foi iniciado o isolamento social.


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