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Bolívia prende funcionário que autorizou operação da Lamia

Matéria publicada em 8 de dezembro de 2016, 21:39 horas

 


Aviao que transportava a equipe da Chapecoense caiu na Colômbia (Foto Cr Wilson Pardo ‏@Policiantioqui)

Avião que transportava a equipe da Chapecoense caiu na Colômbia (Foto Cr Wilson Pardo ‏@Policiantioqui)

La Paz – A Procuradoria-Geral da Bolívia deteve nesta quinta-feira (8) o ex-diretor de Registro Aeronáutico Nacional, Gustavo Vargas, que autorizou a operação da companhia aérea Lamia, proprietária do avião que caiu com a delegação da Chapecoense. As informações são da Agência Ansa.

Gustavo Vargas é filho do diretor-geral da Lamia, também chamado Gustavo, e que foi preso anteontem. A Procuradoria boliviana investiga se houve tráfico de influência para permitir que a Lamia funcionasse na Bolívia. No momento, a licença da empresa no país está suspensa.

Também foram apreendidos documentos na sede da Direção Geral de Aeronáutica Civil, em La Paz, órgão ao qual pertence o Registro Aeronáutico Nacional, onde Vargas foi diretor. Além disso, a Procuradoria não descarta convocar para depoimento o ministro de Obras Públicas, Milton Claros, que já havia cogitado a hipótese de tráfico de influência.

Fundada em 2009, no estado de Mérida, na Venezuela, a companhia aérea começou a operar apenas em 2014 e pouco depois transferiu sua sede para a Bolívia. Sua especialidade eram voos fretados para times de futebol da América Latina, já que oferecia flexibilidade para pousar em aeroportos remotos.

O avião que caiu com a Chapecoense, deixando 71 mortos, era o único de sua frota em condições de operar. Um de seus sócios era Miguel Quiroga, que pilotava a aeronave e morreu na tragédia. A principal hipótese para explicar o desastre é a falta de combustível.


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3 comentários

  1. pagador de impostos

    Tudo isso é coisa de falta de cumprimento de regras, de normas, de protocolos. O famoso vai dar certo, e vai dando mesmo (por conta do acaso ou da sorte), até que ocorra o problema, grave ou gravíssimo, como nesse caso do avião. Vemos isso em nosso dia a dia, no trânsito, no trabalho, em muitos setores. Acho que de um modo geral, está faltando muito mais responsabilidade nos atos e atitudes das pessoas. Quando os problemas ou as tragédias ocorrem vem a lamentação, o choro, a dor. Depois se esquece tudo, continuamos cometendo os mesmos erros ou irresponsabilidades, até que a tragédia volte a nos visitar. Sejamos mais responsáveis. Em tudo o que fazemos.

  2. O que tem em comum esse acidente e o acidente com o ônibus da Sul Fluminense que invadiu a passarela do Viaduto Nossa Senhora das Graças?

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