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Bumblebee, quem diria, virou um fusca

Matéria publicada em 3 de janeiro de 2019, 09:00 horas

 


“Retorno da Mary Poppins” não conseguiu entusiasmar os antigos fãs

“Bumblebee” é o sexto filme da franquia dos Transformers, agora sem o comando do diretor Michael Bay, mas pouca coisa mudou e a história ainda repete todos os elementos dos cinco filmes anteriores. A grande mudança é que o Bublebee, que costumava ser um Chevrolet Camaro, virou um fusquinha amarelo. O que é ótimo para sua proprietária, uma menina de 18 anos que quer um carrinho compacto, fácil de guardar e de estacionar. A outra atração de fim de ano é “O retorno da Mary Poppins” uma continuação daquele filme com a Julie Andrews que fez sucesso em 1964. Agora o papel da babá com poderes mágicos ficou com a Emily Blunt.

“Bumblebee” é um prequel, ou seja, um filme que se passa antes dos cinco anteriores. Em “Transformers” (2007) o objetivo dos robôs de Cybertron era conseguir o cubo AllSpark, uma fonte de energia preciosa. Já na “Vingança dos derrotados” (2009) eles queriam um coletor solar capaz de produzir Energon destruindo estrelas como o nosso Sol. “O lado oculto da Lua” envolvia a obtenção de uma máquina de teletransporte, deixada na Lua, capaz de transportar o planeta Cybertron para a órbita da Terra. Em “A era da extinção” o objeto disputado por Autobots e Decepticons eram umas bombas capazes de metalizar tudo ao redor.

“Bumblebee” se passada na década de 1980. Quando a menina Charlie (Hailee Steinfeld) completa dezoito anos e decide comprar um carro de segunda mão. Ela visita um grande deposito de carros usados e escolhe um fusca amarelo. Que é claro, vai se transformar no Bumblebee assim que ela chegar em casa.

O diretor agora se chama Travis Night, mas a fórmula do Michael Bay continua a ser usada. Todo filme dos Transformers tem que ter um rapaz ou uma moça que compra um carro e descobre que é um robô alienígena, assim que os dois aprendem a viver juntos são ameaçados pelos militares e pelos robôs de Cybertron, que vivem em guerra há centenas de anos. No final, com a ajuda de seus amigos humanos, os robôs bonzinhos (autobots) conseguem derrotar os malvados e evitar que a Terra seja destruída.

Quem curtiu todos os efeitos especiais, explosões e correrias dos filmes anteriores, não vai se decepcionar com esse aqui. Dos atores dos primeiros filmes não sobrou quase ninguém, agora é o John Cena que faz o papel do militar que investiga as ações dos robôs aqui na Terra. Como a história se passa na década de 1980, há uma porção de referências aquele período. Como a fachada de um cinema anunciando o filme Gremlins, que foi produzido pelo Steven Spielberg, assim como esses Transformers.

Já “O retorno da Mary Poppins” é um musical para crianças, baseado, como o original, no romance de escritora P.L.Travis. O “Mary Poppins” original, de 1964, foi um dos últimos projetos dirigidos pelo Walt Disney, que morreu dois anos depois, em 1966. Dizem que a escritora não queria que seu livro fosse adaptado para o cinema, e recebeu uma visita de Walt, em pessoa, que a convenceu a confiar no seu projeto. Julie Andrews, que já tinha virado estrela com o sucesso de “A noviça rebelde” adorou o papel da babá com poderes mágicos. Que permitia que ela cantasse e representasse ao mesmo tempo.

A nova versão continua a ter Londres como cenário e se passa décadas depois, quando as crianças do primeiro filme já se tornaram adultas e também estão tendo problemas com seus filhos. Curiosamente o filme de 1964 foi todo rodado em Hollywood, com o cenário londrino reproduzido nos estúdios da Disney em Burbank. A versão moderna foi realmente filmada em Londres e a competente Emily Blunt ganhou o papel principal. Os fãs do filme original acham que o moderno tem muita cor e cenários espetaculares. Mas não tem as canções encantadoras do original.

Por: Jorge Calife

 


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Um comentário

  1. Avatar

    O filme da franquia Transformers mais elogiado pela crítica foi a menor bilheteria, mostrando que realmente há uma bolha entre a crítica especializada e o público

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