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Campanha reúne representantes de laboratórios para doação de sangue no Hospital das Clínicas

Matéria publicada em 20 de fevereiro de 2020, 09:51 horas

 


Voluntários ajudam a reforçar o estoque do Banco de Sangue no período que antecede o Carnaval

Os representantes estavam descontraídos durante as doações
(foto: Miguel da Silveira)

Volta Redonda – Cerca de 15 representantes de laboratórios farmacêuticos da região deram início à campanha de doação de sangue nesta quinta-feira (20) no Hospital das Clínicas, em Volta Redonda. A campanha propõe o aumento no número de doadores antes do Carnaval. Durante os dias de folia, o estoque do banco de sangue fica reduzido e o número de acidentes aumenta, dificultando a vida de quem precisa de uma transfusão, por isso, o hospital quer reforçar o estoque de sangue para o período.

O hematologista da unidade, Luiz Gonzaga Lula de Oliveira Lima, destacou a iniciativa dos representantes de laboratórios farmacêuticos.

– É uma atitude altruísta em prol do próximo, os representantes estão nos ajudando a manter o estoque de sangue nesse período em que as doações registram queda devido ao Carnaval e por causa de muitos doadores viajarem no Carnaval – disse o médico, que aproveitou para agradecer a participação dos voluntários.

– Quero agradecer a todos os representantes que doaram o seu tempo para salvar vidas. O sangue é insubstituível é nós precisamos de voluntários para manter o banco de sangue à disposição dos pacientes – comentou.

O banco de sangue do Hospital das Clínicas além de atender aos pacientes da própria unidade médica também fornece bolsas de sangue a outros hospitais da região.

Estavam presentes os representantes farmacêuticos de Volta Redonda, Barra Mansa, Resende e Barra do Piraí, todos animados para a doação de sangue na manhã desta quinta-feira, no Hospital das Clínicas.

Em menos de 20 minutos já realizavam as doações e salvando vidas. Um único doador pode salvar a vida de aproximadamente quatro pessoas, de acordo com uma das funcionárias da unidade médica.

Niana do Couto Machado, uma das representantes farmacêuticas de Volta Redonda, estava há um ano sem doar devido ao período de gestação, mas destacou que sempre incentiva o ato de doar sangue.

– Sabendo dessa carência que a população tem pela falta de sangue, me coloco como exemplo no que puder para contribuir nas doações de sangue. Meu marido também costuma doar, é uma atitude que toda a família procura fazer – comentou Niana.

José Roberto Ciminelli, outro representante farmacêutico da região Sul Fluminense, costuma doar entre duas a três vezes no ano, desde os seus 18 anos de idade.

– O processo de doação é bem tranquilo. Nós respondemos um questionário antes da doação para que tudo seja feito corretamente. Todas as vezes em que doei tive sorte de encontrar pessoas preparadas e cuidadosas comigo – disse José Roberto.

O propagandista da indústria farmacêutica, Ronaldo Rosa, explicou que as doações de hoje serão realizadas em outros hospitais da região.

– Com essas datas comemorativas, como Carnaval, Natal e Ano Novo, a demanda pelas bolsas de sangue aumentam e as doações diminuem, por isso os representantes se juntaram para fazer uma doação solidária. As próximas vezes faremos as doações na Santa Casa de Barra Mansa, no Hospital da Unimed (Volta Redonda) e no Hospital São João Batista – concluiu Ronaldo, acrescentando que a intenção é participar de uma maneira ativa em benefício da população Sul Fluminense.

A campanha foi iniciada pelos representantes farmacêuticos, mas qualquer pessoa que esteja apta à doação pode comparecer ao Hospital das Clínicas, de segunda a sexta-feira, de 07 às 12h. É necessário apresentar um documento oficial com foto antes da doação de sangue.

Mulheres devem esperar até 90 dias para realizar novas doações
(Foto: Miguel da Silveira de Sá)

Conscientização

A campanha busca conscientizar a população sobre a importância da doação durante o Carnaval. Segundo o Ministério da Saúde, é nesse período que costuma ocorrer redução de até 30% nos estoques disponíveis para transfusões. Além disso, em razão do maior número de acidentes na cidade no período carnavalesco, aumenta a demanda por bolsas de sangue.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que para manter os estoques regulares é preciso que 1,5% a 3% da população doem regularmente. O Brasil tem atualmente 1,8% de doadores, o que equivale a 18 doadores por grupo de mil habitantes. Em todo país, são coletadas anualmente uma média de 3,5 milhões de bolsas de sangue.


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