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Capitã Marvel: a super heroína e os alienígenas

Matéria publicada em 7 de março de 2019, 09:00 horas

 


Filme solo da heroína prepara o cenário para “Os Vingadores: Fim de jogo”

Capitã Marvel: Fãs acharam o filme fraco e repetitivo.

Depois do carnaval a principal novidade nos cinemas é mais um filme de super herói da Marvel. Mais precisamente o vigésimo primeiro filme do universo Marvel no cinema. Desta vez temos Brie Larson no papel da Capitã Marvel, numa aventura que se passa em 1995, bem antes dos eventos mostrados nos filmes recentes dos Vingadores. Como os fãs da série devem se lembrar “Os Vingadores – Guerra infinita” terminava com o Nick Fury (Samuel L. Jackson) tentando chamar a Capitã Marvel pelo celular. Mas como todo super herói que se preza tem que ter um filme solo, antes de participar de um grupo, aqui esta o filme contando as origens da Capitã Marvel.

Origens que foram bem simplificadas no cinema. Nos quadrinhos a Capitã Marvel é como o Raul Seixas, uma verdadeira metamorfose ambulante. O nome já foi usado por vários heróis masculinos, incluindo um alienígena chamado Mar-vel, da raça Kree. Carol Danvers, a Capitã Marvel atual, era chamada de Miss Marvel até por volta de 2012. Ela é uma ex-piloto da Força Aérea Americana que adquiriu super-poderes depois que seu DNA se misturou com o do alienígena Mar-vel.

No filme essa história complicada é encurtada. O roteiro diz apenas que Carlon Danvers teve seu código genético misturado com o dos alienígenas Kree, depois que ela passou um tempo vivendo com eles em outro planeta. Isso lhe deu a habilidade de voar e de projetar raios de energia. Como o filme se passa em 1995, a computação gráfica foi usada para rejuvenescer vários personagens do universo Marvel. Incluindo o Nick Fury, que aqui aparece sem o clássico tapa-olho, a explicação é que ele ainda não tinha perdido o olho esquerdo em 1995. Outro personagem conhecido que retorna é “Ronan- o acusador” que foi o vilão do primeiro filme dos Guardiões da Galáxia.

No filme, nosso planeta Terra fica envolvido no meio de um conflito entre duas raças de alienígenas. Os Kree e os Skrulls. O que leva a heroína a retornar para o nosso planeta e refazer seus contatos com a Força Aérea e a Shield. “Capitã Marvel” não é a clássica história sobre a origem de um herói, já que quando o filme começa a Capitã já adquiriu seus superpoderes. O modo como isso aconteceu é contado em uma série de flashbacks, relatando a associação da heroína com um grupo de guerreiros extraterrestres.

Capitã Marvel teve dois diretores, Anna Boden e Ryan Fleck e uns seis roteiristas. Disney e a Marvel fizeram uma intensa campanha publicitária, preparando o lançamento deste filme. Até a Claudia Leite apareceu fantasiada de Capitã Marvel no carnaval. Os roteiristas chegaram a ficar preocupados com o fato da idade da atriz, 28 anos, torna-la muito jovem para ser capitã da Força Aérea. A United States Air Force foi consultada e respondeu que é possível uma pessoa chegar ao posto nesta idade caso se esforce bastante.

Infelizmente parece que os fãs do universo Marvel não gostaram do resultado. Os comentários na internet são quase todos negativos e classificam “Capitã Marvel” como um filme tão fraco quanto “Homem de Ferro 2”. Portanto não esperem uma “Guerra Civil”. O problema com os filmes de super-heróis é o excesso de exploração, que já detonou com o universo de Star Wars. Só este ano esta prevista a estreia de dez filmes de super herói. Com isso o que parecia fantástico e espetacular há dez anos atrás virou lugar comum. Ninguém se impressiona mais com os efeitos especiais de computador. Eles já foram repetidos em dezenas de filmes.

E a ideia de alienígenas tomando a forma humana para conquistar a Terra já era velha no tempo do seriado “Os invasores”, de 1966. Mas tudo bem, o filme cumpre sua função de apresentar a nova heroína ao público. Em abril ela estará de volta em “Os Vingadores: Fim de Jogo” para dar uma surra no Thanos.

Por: Jorge Luiz Calife


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