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Cármen Lúcia pede à PF que investigue citações de ministros em áudios da JBS

Matéria publicada em 5 de setembro de 2017, 19:29 horas

 


Ministros teriam sido citados em gravações dos delatores

Ministros teriam sido citados em gravações dos delatores

Brasília – A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, informou, em nota, que pediu à Polícia Federal (PF) que investigue as citações de ministros da Corte nas gravações entregues pela JBS à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a ministra, a investigação é necessária para que não fique dúvidas sobre a dignidade dos integrantes do Supremo.  “Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honrabilidade de seus integrantes”, disse a ministra.

As declarações da ministra foram motivadas pelas citações a ministros da Corte em áudios entregues pela JBS à Procuradoria-Geral da República (PGR). O sigilo das gravações foi retirado no início da noite pelo ministro Edson Fachin, mas o conteúdo será disponibilizado somente amanhã (5) pelo Supremo. Parte das gravações foi divulgado hoje pela Revista Veja.

Ontem (4), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou a abertura do processo de revisão do acordo de colaboração de Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco e Assis e Silva, delatores ligados à JBS.

A possibilidade de revisão ocorre diante das suspeitas dos investigadores do Ministério Público Federal (MPF) de que o empresário Joesley Batista e outros delatores esconderam fatos criminosos durante o processo de delação.

Janot explicou que um áudio entregue pelos advogados da JBS narra supostos crimes que teriam sido cometidos por pessoas ligadas à PGR e ao Supremo. A gravação foi entregue, por descuido dos advogados, como uma nova etapa do acordo.

Segundo Janot, um dos suspeitos é o ex-procurador Marcelo Miller. A suspeita da PGR é que Miller atuou como “agente duplo” durante o processo de delação. Ele estava na procuradoria durante o período das negociações e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da JBS. Em nota, divulgada à imprensa, Miller nega as acusações e diz que não cometeu ato de improbidade administrativa.


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2 comentários

  1. O STF tá bravinho e de fato é bravo com a entrevista coletiva do Janot e a referência de que haveria fatos gravíssimos contra ministros do STF… E por que o Janot disse isso?! Porque ele reabriu a investigação da JBS, ele reabriu o caso especulando o caso de ser anulado EM SIGILO, ele pediu que os audios permanecessem em sigilo, ele tinha essa carta na manga e achava que o Fachin ia endossar…. Como ele disse no Michel Temer lá trás e que não havia na gravação…
    Mas finalmente Fachin, num gesto de independência derrubou o sigilo e vimos os áudios como eles são…. E nenhuma implicação de ministros do STF… Implicado está o Rodrigo Janot defendendo seu braço direito, o Marcelo Mulller…. O Rodrigo Janot enganou o Edson Fachin e enganou o STF!!!

  2. Cadê os paneleiros? Cadê os pseudo movimentos sociais como MBL, vem pra rua e outros? cadê os carros adesivados? cadê os camisas da CBF (falsa claro)? Cadê, cadê os que não se conformavam com a corrupção? Cadê a mídia golpista? Cadê os alienados ou alienígenas “pobres de direita”? Cadê os que diziam que toda desgraça do Brasil se deve a esquerda… que o Brasil iria virar uma sucursal de Cuba? Acorda povão!

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