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Casa Lar da Mulher beneficia mais de 1,8 mil pessoas

Matéria publicada em 8 de abril de 2017, 15:20 horas

 


Rio – Dez anos de funcionamento, 690 mulheres atendidas e 1.116 crianças acompanhando suas mães. Os números impressionam, mas não são capazes de traduzir as verdadeiras conquistas da Casa Abrigo Lar da Mulher, do RioSolidario, que completou, em março, uma década de  atendimento às vítimas de violência doméstica.

Criado em 2007, o espaço tem como objetivo amparar, proteger e fortalecer essas mulheres, oferecendo assistências psicológica, social e jurídica a elas e seus filhos. Na Casa Abrigo, as residentes conhecem os seus direitos e ampliam a consciência sobre relacionamentos afetivos saudáveis para retomarem suas vidas mais fortalecidas.

À frente da instituição há oito anos, Sueli Ferreira fez um balanço da gestão e destacou o empenho dos funcionários no atendimento às mulheres e seus filhos.

– Mensurar a importância da Casa Abrigo Lar da Mulher em números é impossível, pois estamos falando de vidas. São 690 mulheres e seus filhos que estão vivos. Não podemos afirmar que eles estariam vivos se não tivessem chegado ao Lar da Mulher. É um lugar muito especial. Quando as residentes entram aqui, passamos a ser a família delas, pois damos apoio, proteção e segurança – explicou a diretora da instituição.

Há 10 anos: Residência temporária atende vítimas de violência doméstica (Foto: Divulgação)

Há 10 anos: Residência temporária atende vítimas de violência doméstica (Foto: Divulgação)

Histórias de luta

Marta Pereira viu a Casa iniciar suas atividades e acompanhou a história de luta e superação de muitas mulheres que passaram pelo espaço do RioSolidario.  Para a assistente social, trabalhar com o resgate da autoestima da mulher é uma realização.

– Amo trabalhar com o fortalecimento da mulher e ajudar a proporcionar o resgate e a autonomia delas. É gratificante ver que muitas conseguiram, de fato, romper o ciclo da violência – destacou a assistente social.

Ao longo de dez anos, muitas histórias de superação foram contadas. Uma delas é a de M., que fugiu das agressões do marido ao descobrir que estava grávida do segundo filho. Acompanhada do filho mais velho, M. ficou abrigada no Lar da Mulher até conseguir se fortalecer e construir uma nova vida.

– Se a felicidade pudesse ser medida de zero a dez, diria que estou no nove – contou a beneficiada.

O Lar da Mulher funciona 24 horas, em local sigiloso no Rio de Janeiro, e serve como residência temporária, com capacidade para abrigar 60 pessoas, entre mulheres e crianças. Ações, como grupos de reflexão, atividades lúdicas e relaxamento, ajudam as mulheres a reconstruírem seus laços familiares.

 

 

 


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Um comentário

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    A violência em si ao ser humano de várias forma destrói, não basta eu falar de criar leis severas, criar programas sociais em qualquer nível da sociedade, o tamanho do problema foi desenvolvido a partir de distorções do próprio ser humano quando encontra-se acuado, os órgãos máximos do nosso País que tem que funcionar, nos prestam péssimos serviços, brechas não devem existir na degradação da vida humana, quando nos despomos a fazer algo na nossa vida, que se faça com a clareza se é aquilo que queremos, a vida é uma doação.

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