Casarão histórico de Paraty é recuperado após incêndio - Diário do Vale
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Casarão histórico de Paraty é recuperado após incêndio

Matéria publicada em 25 de setembro de 2018, 16:42 horas

 


Paraty – Destruído por um incêndio em abril deste ano, um casarão tombado do século XIX foi reaberto aos moradores e turistas após quatro meses fechado para reconstrução. Desde 2002, a edificação abriga o restaurante Margarida Café, localizado na entrada principal do Centro Histórico da cidade e considerado um dos mais tradicionais da região.
O casarão, que faz parte do núcleo de construções do período colonial, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Durante o incêndio, o Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas, que danificaram toda a parte interna do estabelecimento. Apenas a fachada do casarão foi preservada.
Para reconstrução, um projeto técnico foi preparado e entregue ao Iphan e à Prefeitura de Paraty. Entre os detalhes arquitetônicos originais recuperados está o telhado, que também é tombado e segue o padrão dos outros casarios do Centro Histórico. A reconstituição da parte superior contou com o apoio do Iphan e do arquiteto Vicente Cruz Filho.
– Atendemos todas as especificações exigidas pelo Iphan, com o objetivo de resgatar a história e a cultura do casarão. Em conjunto com uma empresa do Rio de Janeiro, também desenvolvemos um projeto preventivo contra incêndios, que foi apresentado ao Corpo de Bombeiros – explica Paulo Renato, proprietário do restaurante.
Com 21 anos de existência em Paraty, o Margarida Café exerce um importante papel na economia e no turismo local. O restaurante conta com 38 funcionários fixos e recebe cerca de seis mil pessoas, por mês, na alta temporada turística. O empreendimento também é responsável por colaborar com a cadeia da gastronomia sustentável, através da aquisição de insumos provenientes dos pequenos produtores do município e da cidade vizinha Cunha, em São Paulo.

Apenas a fachada do casarão no Centro de Paraty foi preservada.
Credito: ( Gabriel Toledo )


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