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Chanceleres do Mercosul decidem neste sábado em SP o futuro da Venezuela no bloco

Matéria publicada em 5 de agosto de 2017, 10:42 horas

 


São Paulo- Os chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai irão definir neste sábado (5) o futuro da Venezuela no Mercosul, em reunião marcada para as 11h, na Prefeitura de São Paulo. O país presidido por Nicolás Maduro pode ser expulso do Mercosul por desrespeitar o Protocolo de Ushuaia, que trata dos compromissos democráticos a serem seguidos pelos membros do bloco.

A reunião foi convocada de forma extraordinária pelo Brasil, que ocupa a presidência rotativa do bloco, após a Venezuela promover eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, no último domingo (30). O pleito foi rejeitado por boa parte da comunidade internacional por ser considerado uma manobra de Maduro contra o Parlamento do país, formado, em sua maioria, por oposicionistas.

Após assumir a presidência pró-tempore do Mercosul, a diplomacia brasileira, chegou a convidar Maduro e membros da oposição venezuelana para virem a São Paulo, em uma tentativa de intermediar o diálogo. No entanto, não obteve resposta.

Suspensão

Desde dezembro, a Venezuela está suspensa do Mercosul por não incorporar à sua legislação normas básicas de funcionamento do bloco, como a adoção da Tarifa Externa Comum (TEC).

Em declaração conjunta divulgada após o último encontro dos estados-membros do Mercosul, realizado em julho, em Mendoza, na Argentina, os países do bloco, além de Colômbia, Chile, Guiana e México, pediram à Venezuela o restabelecimento da ordem institucional e a retomada do diálogo entre a oposição e o governo de Nicolás Maduro.

Na ocasião, os países reiteraram sua “profunda preocupação com o agravamento da crise política, social e humanitária” na Venezuela, fazendo “um apelo urgente pelo fim da violência no país e pela libertação de todos os detidos por razões políticas”.


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Um comentário

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    Depois de quatro meses de protestos e 113 mortes, Nicolás Maduro pretende enterrar a oposição com uma Constituição à Cubana. Ninguém parece capaz de detê-lo, nem mesmo o Brasil!

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