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Chegada do calor aumenta riscos de afogamento em praias e cachoeiras

Matéria publicada em 28 de outubro de 2019, 19:53 horas

 


Corpo de Bombeiros faz um alerta e orienta banhistas sobre cuidados nesses locais

 

No verão é comum muitas pessoas irem para as cachoeiras da região (Foto: Arquivo)

Sul Fluminense – No dia 14 de outubro um adolescente de 15 anos morreu afogado na represa Fazenda da Grama, no distrito de Arrozal, em Piraí. O caso, que aconteceu em um final de semana de altas temperaturas, é um alerta para o período de verão quando aumenta o risco de afogamentos tanto em represas, poções, cachoeiras, rios e praias.

De acordo com o comando do 23º Grupamento do Corpo de Bombeiros, que cobre a área de Resende e Porto Real, com deslocamento de cobertura para Itatiaia, como é comum muitas pessoas buscarem as cachoeiras dessa região, em dias de forte calor, os cuidados dos banhistas devem ser redobrados.  Somente neste ano de 2019, cinco mortes por afogamento foram registradas nessas áreas.

De acordo com o comando, os locais mais utilizados por banhistas são o Hotel Conora, em Itatiaia, Três Cachoeiras, em Penedo e a Cachoeira do Escorrega, em Maromba. Em todos eles os banhistas precisam ter atenção. A orientação é para que as pessoas que frequentam esses locais utilizem sapatilha emborrachada, ao invés de utilizar chinelo de dedo; que evitem brincadeiras de empurrar e derrubar outras pessoas; que não consumam bebidas alcoólicas antes ou durante a estadia nesses locais e que não frequentem esses locais em dias de chuva.

– É importante consultar a previsão meteorológica na véspera; e respeitar as sinalizações existentes nesses locais. Havendo mudança de tempo, nas imediações das cachoeiras, a orientação do Corpo de Bombeiros é para que saiam imediatamente dos locais de banho, devido a possível ocorrência do fenômeno cabeça d’água – alertou o comando, ao informar que nos últimos três anos foram registrados nas áreas citadas um total de dez mortes por afogamento.

Histórico de cabeça d´água

Em janeiro deste ano, o município de Itatiaia registrou dois cenários de cabeça d´água, que somaram quatro óbitos, no total. Um dos casos, que ganhou repercussão nacional, ocorreu no Rio Campo Belo, no dia 20 de janeiro, quando duas pessoas morreram: José Soares, de 55 anos e Júlia Machado Miranda, de 18 anos, após serem arrastadas pela correnteza. O corpo da jovem foi localizado a cerca de 300 metros da cachoeira “Paraíso Perdido”. Segundo informações das equipes de busca, ela estava com o namorado quando o nível do rio Campo Belo subiu três metros por causa da cabeça d’água.

No dia 13 de janeiro, também em Itatiaia, outra cabeça d’água ocorreu na cidade e deixou duas pessoas da mesma família mortas. Tio e sobrinho se afogaram na região da Fazenda Aleluia, no bairro Vila Pinheiro. Renildo Máximo Barbosa, de 54 anos, era funcionário da Guarda Municipal do município e tentou socorrer o sobrinho Nicolas Alexandre Alves. Nenhum dos dois resistiu.

Conforme explica o Corpo de Bombeiros, as cabeças d’água costumam se formar após chuvas intensas em áreas altas de rios e cachoeiras. Com isso, há um acúmulo de água que depois desce de forma repentina pelo leito do rio, com aumento do volume e da força da água.


Cuidados no Rio Paraíba

Em Barra Mansa, onde é comum a prática de jovens e adolescentes nadarem no Rio Paraíba, o comando do 7º Grupamento do Corpo de Bombeiros  alertou que é  fundamental que as pessoas sigam as recomendações e evitem exposição a riscos.

As orientações são para que as pessoas verifiquem se realmente o rio tem condições de banho, que de maneira alguma entrem no afluente após ingestão de bebidas alcoólicas, e que não realizem saltos, uma vez que existem pedras em todo o leito do rio.

– Todo curso do Rio Paraíba oferece riscos e as condições de segurança devem ser sempre seguidas para que possamos mitigar os riscos. Sabemos que é comum jovens e adolescentes entrarem no rio sem o conhecimentos de seus responsáveis, por isso os pais sempre devem advertir seus filhos sobre os riscos que os rios oferecem – destacou o comando, que nos últimos três anos registrou oito óbitos por afogamento.

Cuidados nas praias

Somente em 2018 o Corpo de Bombeiros de Angra dos Reis realizou um total de 1792 salvamentos marítimos na região de Angra e Ilha Grande, sendo que em 2019, até outubro, foram 252 salvamentos na mesma região. Com a proximidade do verão, quando muitas pessoas da região aproveitam o litoral da Costa Verde, o alerta é para que também se atentem aos riscos de afogamento nas praias.

De acordo com o comando do Corpo de Bombeiros, as praias continentais mais perigosas da costa do Sul Fluminense são justamente as que não são protegidas pela Ilha Grande – que age como uma barreira natural, evitando assim que as ondulações do alto mar cheguem ao continente. No entanto, ainda assim, em qualquer praia é fundamental que os banhistas sigam as recomendações dos guarda-vidas, obedeçam à sinalização e evitem exposição a riscos durante o banho de mar.

Hoje a equipe de guarda-vidas de Angra dos Reis se divide em seis na área de continente e 15 na região da Ilha Grande. A recomendação dos profissionais são as seguintes:

Que banhistas procurem sempre os locais onde exista um posto de guarda-vidas, que respeitem as placas e/ou bandeiras de sinalização; que se informem com o guarda-vidas qual o local mais apropriado para tomar o banho de mar; que não ingiram bebidas alcoólicas e evitem entrar no mar logo após se alimentar e que não entrem após longa exposição ao sol, sem antes adaptar seu organismo à temperatura da água.

De acordo com o comando, com as crianças esses cuidados devem ser redobrados na praia e, por isso, os responsáveis não podem desviar a atenção um só instante dos pequenos, sendo válido sempre identificá-las com nome e telefone para contato. Caso o banhista saiba nadar, a orientação é que pratique a atividade paralelamente à areia e que evite locais que são conhecidos como points de surfistas, de modo a prevenir acidentes com pranchas. Hoje, em Angra dos Reis, o maior índice de afogamento ocorre entre o sexo masculino na faixa etária entre 15 e 25 anos.

Por Roze Martins

 

 

 

 


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Um comentário

  1. Avatar

    pode parecer cliche mas…..com a natureza nao se brinca…

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