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Com coronavírus dominando no noticiário, autoridades chamam atenção para a dengue

Matéria publicada em 9 de fevereiro de 2020, 09:00 horas

 


Possível expansão do tipo 2 da doença no estado preocupa mais que vírus vindo da China

Combater a dengue ainda não pode ficar em segundo plano no Brasil-Arquivo

Sul Fluminense- O estado do Rio de Janeiro reafirma a situação de alerta para a Dengue tipo 2. O vírus, considerado pelos profissionais de saúde como “preocupante”, foi responsável por 250 óbitos durante uma das mais graves epidemias enfrentadas pelo estado do Rio de Janeiro, em 2018. O alerta vem, inclusive, em sintonia com as declarações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmando que a Dengue é “mais grave” do que o coronavírus no país.

O médico da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES), Alexandre Chieppe, não descartou a possibilidade dos índices de dengue aumentarem no estado. E isso já a partir de março, mês considerado ascendente para este tipo de doença. “Estamos adotando todas as medidas necessárias para preparar os municípios para um possível agravamento da dengue. Acredito que boa parte das cidades esteja preparada para aplicar os planos de contingência, no caso de agravamento da doença”, ressaltou o médico.

A gerente médica do Hospital da Unimed Volta Redonda, Isis Lassarote, também fez coro ao alerta sobre a dengue. A médica ressaltou que a reentrada do tipo 2 da doença é preocupante, uma vez que esse vírus é responsável pelo agravamento dos casos infectados. “A mortalidade por dengue tem aumentado. No ano passado, chegou a ser a pior dos últimos 10 anos em alguns estados”, ressaltou a médica.

Ela explicou que no caso do coronavírus a preocupação é “com o indivíduo”, pois a disseminação ocorre entre pessoas e o cuidado para prevenção está focado em medidas de etiqueta e higiene pessoais, além de evitar aglomerações.
Já no caso da dengue, não há contaminação entre pessoas e a transmissão depende de um vetor, que é o mosquito.

Neste caso, conforme explica Isis Lassarote, as medidas de prevenção são focadas nos ambientes e em um trabalho amplo, que exige ações diversas. “A dificuldade de controle de proliferação de vetores nos ambientes já torna a dengue endêmica no nosso país, com períodos de intensificação que são impactantes”, completou a médica.

Números

Apesar do alerta, dados da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES informam que, no estado do Rio de Janeiro, foram notificados 804 casos de dengue até 04 de fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, os registros dobraram, somando 1.607 casos. No decorrer de 2019 o órgão registrou 32.514 notificações.

– Os gráficos não mostram agravamento da doença, mas manteremos o alerta, porque o período de incidência de dengue é a partir de março – comentou Alexandre Chieppe da SES/RJ, lembrando que as medidas protetivas já estão prontas para serem executadas em caso de epidemia da doença.

Segundo a SES/RJ, cidades com maior concentração de pessoas, tendem a ter o agravamento da doença. Na região Sul Fluminense, o alerta tem foco principal em municípios com maior número de habitantes. “Estamos acompanhando estas localidades e prontos para entrar em apoio a estes municípios, caso haja o agravamento dos casos”, concluiu o médico.


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3 comentários

  1. Pânico na população e alguém ganhando muito dinheiro.

  2. Capeta da grota do Santa cruz

    DOMINADO ENTRE ASPAS …como sempre no Brasil prefere se REMEDIAR a PREVENIR. E o PAULO GUEDES chamando o funcionalismo público de PARASITA. Quero ver na hora que ele depender exclusivamente desses mesmo funcionarios que chamou de PARASITA

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