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Com poucas internações da região, Hospital Regional socorre Grande Rio

Matéria publicada em 12 de abril de 2020, 15:12 horas

 


Pacientes da região metropolitana do Rio, que vai entrando em colapso, estão sendo enviados para o Hospital Regional em Volta Redonda e são a maioria absoluta dos internados

Vídeo mostra ambulâncias trazendo pacientes do Grande Rio para o Hospital Regional, em Volta Redonda

Volta Redonda – O Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, amanheceu o domingo com 65 pacientes internados, apenas nove dias após entrar em funcionamento como hospital exclusivo para o COVID-19, no dia 2 de abril, quando o serviço foi inaugurado pelo governo do Estado. Deste total de pacientes internados, 11 são da região (sete de Volta Redonda e quatro de Barra Mansa). Os 54 pacientes restantes vieram do Grande Rio.

O hospital começou a receber pacientes do Grande Rio em massa, depois que aquela região metropolitana começou a ter problemas de falta de leitos e especialmente UTIs e respiradores. Muitas cidades da área metropolitana, assim como bairros da Capital, estão perto de um colapso na capacidade de atendimento de Saúde para o Covid-19.

Com a reformulação para receber apenas pacientes com Covi-19, o Hospital Regional disponibilizou 180 leitos, sendo 120 de UTI, 8 de isolamento e 52 de enfermaria.

O movimento de ambulâncias trazendo pacientes da Capital e Baixada Fluminense impressiona. Chegam a vir filas de ambulâncias. No sábado eram 58 pacientes internados. Na noite de sábado para domingo deram entrada mais sete pacientes, vindos do Leblon, Nova Iguaçu, Hospital Rocha Maia (Botafogo), Ricardo de Albuquerque (Zona Norte do Rio), Campo Grande, Caxias e um da UPA do Santo Agostinho.

O Hospital Regional está atendendo principalmente pacientes em estado grave. Dos 58 pacientes até sábado à noite, 26 estavam sob ventilação mecânica e 32 em ar ambiente, quase todos em UTI. Com isso foram registrados 9 óbitos nos últimos três dias (três óbitos por dia no período).

A evolução das internações desde o início do funcionamento é extremamente alta. No dia 5 havia 15 internados. No dia 6 cresceu para 18 o número de internados. No dia 7 foi para 24. No dia 8 saltou para 33. No dia 9 pulou para 43. No dia 10 já eram 53. No dia 11, sábado, foi para 58 até o final da tarde, fechando a noite com 65.

Quase 85% destes pacientes são do Grande Rio.

Volta Redonda: leitos vagos

O volume de internações do Grande Rio no Hospital Regional, que é maioria absoluta, deve crescer ainda mais na medida em que o número de pessoas internadas em Volta Redonda é baixo, especialmente em relação ao número de leitos. Com os do Hospital Regional são cerca de 700 leitos. Mas mesmo sem ele são mais de 500 leitos públicos e privados.

No sábado o número de internados em Volta Redonda era 16, conforme anunciou o prefeito Samuca Silva, incluindo rede privada, Hospital Regional e rede pública municipal (este número foi para 19 até o início da noite de sábado).

A rede pública municipal por enquanto encontra-se aliviada (no sábado havia 3 internados suspeitos no Hospital São João Batista e um internado no Hospital do Retiro) – sendo que apenas um destes quatro internados estava sob ventilação mecânica.

Na rede privada de Volta Redonda, no sábado, o Hinja não tinha internações pelo Covi-19. O Hospital da Unimed passou a semana com os leitos reservados para o COVID-19 vazios (apenas uma internação de segunda até sexta-feira), mas no sábado registrou seis internações – das quais quatro deram negativo para o vírus, uma estava sendo avaliada e apenas um paciente testou positivo. O Hospital das Clínicas (ex-Vita) tinha no sábado três internados, sendo um em UTI (sob ventilação mecânica) e dois em enfermaria, em ar ambiente.

O Hospital Regional registrava 6 internações de Volta Redonda até o início da noite de sábado (mais tarde viria outra).

Do dia 5 até sábado, dia 11, no início da noite, um óbito havia sido anotado em Volta Redonda incluindo redes públicas e privada.

Jornal carioca cita socorro ao Rio

Na sua edição digital de quinta-feira, dia 09, o jornal carioca “Extra” cita um dos casos em que pacientes estão tendo que percorrer mais de 100 quilômetros do Grande Rio para Volta Redonda, para conseguir uma vaga de UTI no Hospital Regional.

“A alta demanda por vagas para internações de pacientes com sintomas de coronavírus já afeta o atendimento em hospitais no Rio”, diz o jornal.

Ele conta a história de uma aposentada de 69 anos, internada com suspeita de Covid-19 no Centro de Emergência Regional (CER) Centro, que fica ao lado do Hospital Municipal Souza Aguiar, que foi transferida nesta quarta-feira, dia 08, para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Referência no tratamento de pacientes graves com a doença, o hospital fica a 102 quilômetros de distância do local onde a idosa mora, em Mesquita, na Baixada Fluminense, cidade que não tem sequer um único leito municipal de isolamento.

–  Até ser transferida, no entanto, a idosa passou por um total de quatro unidades de saúde. No dia 1º de abril, com sintomas como dores nas costas, infecção urinária e moleza, ela foi medicada no Hospital Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, cidade vizinha a Mesquita. Lá, segundo sua família, fez exames de sangue e urina e teria sido orientada a procurar um hospital de grande porte – narra o jornal.

Ainda segundo o “Extra”, na quarta-feira a aposentada foi levada por parentes para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Recebeu soro, fez novos exames e voltou para casa. Dois dias depois, voltou a passar mal. Com diarreia, tosse, vômitos e dificuldade para caminhar, a paciente foi levada por parentes para o Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio. Ela foi submetida a uma tomografia computadorizada e raio x e encaminhada para o CER, onde foi internada e foi confirmado que ela estava com caso grave de coronavírus.

Nesta quarta-feira, ao chegar no CER, uma familiar da aposentada recebeu a notícia de que ela seria transferida para um hospital em Volta Redonda.

–  Disseram que o sistema de regulação conseguiu vaga pra lá. Que eu poderia até recusar, mas que, se fizesse isso, ela voltaria para o fim da fila das transferências. Eu autorizei – disse a familiar.

Por Aurélio Paiva


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42 comentários

  1. Não podemos deixar que seres humanos morram a míngua sem atendimento hospitalar, independentemente de ser regional ou estadual. Penso que talvez precisemos redobrar os cuidados em relação à contaminação. De resto, o importante é salvar vidas.

    • . O Governador está transferindo vários pacientes infectados da Capital para hospital em Volta Redonda, ou seja, transferindo o problema da capital para o interior. Cadê o hospital de Campanha que estava sendo construído no Maracanã? E o Hospital do Rio Centro na Barra? Será que estão pretendendo arrematar essa verba? Qual é a sua Governador?

  2. O Lula na copa gastou bilhões de dólares na construção de estádios de futebol inúteis em estados como o Amazonas e Mato Grosso, que não tem times na primeira nem na segunda divisão! Hoje, esses estádios de futebol não servem para nada, só para gastar milhões na manutenção!!
    Esses verdadeiros ELEFANTES BRANCOS foram construídos mesmo com a oposição da sociedade organizada, que através da imprensa livre mostrou que faltava hospitais no Brasil!
    Não adiantou, pois Lula disse que construia os estádios “para melhorar a imagem do brasil no exterior!”…. Ou seja, a jararaca se importava mais em contruir ELEFANTES BRANCOS para inglês ver do que gastar dinheiro na contrução de hospitais… tão em falta no Brasil!!!
    O que dizer do Lula que queria melhorar a imagem do Brasil no exterior, mas destruiu a mesma imagem através do Petrolão, o maior esquema de corrupção do mundo?!
    Como dira Karl Marx: “O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções…”

  3. Bolsominion abençoado

    Faz o seguinte: muda o nome do hospital para Hospital MUNICIPAL Zilda Arns. Daí, quem não for de VR vai morrer lá nas cidades deles tomando cloroquina.

  4. Ronaldinho Gaúcho

    A peãozada fascista da Cornolândia naturalmente acha que o esse hospital é bancado pela Prefeitura local. Tá serto.

  5. Trata-se de um hospital regional com pactuação de vários municípios e do estado, em outras palavras foi construído com verba dos municípios do sul fluminense em parceria com o estado. O problema é que o Rio tem mais casos e esse hospital foi escolhido com referência para casos graves da COVID. Logo logo estará colapsado, com aumento exponencial dos casos graves. Daí teremos dois problemas gravíssimos, a falta de leitos para os cidadãos do sul fluminense e, outro que já está em curso, os profissionais de saúde que lá trabalham residem na região, daí o número crescente de casos em Volta Redonda . Portanto o pior ainda não aconteceu. Façamos a nossa parte e que Deus nos proteja.

  6. O povo de Volta Redonda critica nossa rede hospitalar. Moramos em uma cidade pequena que é bem servida de hospitais diferentemente do povão da baixada que peregrina longas distâncias no grande Rio para conseguir um atendimento. Manaus que é uma capital tem menos leitos que VR.

    • VR é primeiro mundo no âmbito do RJ… Ainda tem gente que vive reclamando da saúde aqui. Pessoas alienadas, que não conhecem a realidade do Brasil…

  7. PREFEITO ONDE SENHOR VAI POR OS DOENTES DE VR? SÓ ESTA CRESCENDO OS CASOS.

    • Leu a matéria? Há muitas vagas AINDA na rede municipal, fora o hospital de campanha, que sabe-se lá quando será entregue… Só espero que o prefeito repense aquela declaração tresloucada de algumas semanas atrás, oferecendo leitos da rede municipal para Witzel, talvez querendo parece agradável com o governador… Espero que ele não tivesse ouvido, para o bem de Samuca junto a seus eleitores…

  8. DEVE SER POR ISSO QUE OS NUMEROS ESTATISTICOS DE VOLTA REDONDA AUMENTAM, A GERAL VEM LÁ DA CASA DO SAO NUNCA E DÁ ENTRADA COM SINTOMAS DO VIRUS AQUI, E A CONTA DO VOLTARREDONDENSE SO AUMENTA, E SE MORRER TAMBEM, SEI LÁ………….

  9. estranho…trazendo mais virus pra regiao

    • Queria entender .
      por que estão vindo pra cá?? O hospital de campanha que o Wilson fez,
      Os milhões que ele já gastou ???
      Agora diário… Por favor. Não dê de globo, e os curados, os que já tiveram alta? Não contam?

    • Com todo o respeito! E se fosse o contrário! Pacientes daqui precisando de leitos lá! Será que aceitariam? O governador não cogitou proibição de entradas e saídas no Rio? Eu hein!!!!

    • Quem sao vcs pra dizer quem vem ou nao vem……….Tomem cuidado Covid 19 faz muito mal pro indigenas da regiao …….que sao a maioria da populacao

  10. Plano de saúde rindo a toa

    Ninguém deixa de pagar o plano com medo do Corona.

    Mas por causa desse mesmo Corona exames e consultas eletivos não estão sendo feitos.

    Logo planos economizam uma fortuna.

    Dizem que estão vazios os hospitais particulares daqui.

    Meu filho tinha cirurgia importante marcada, exames e consultas a fazer e não pode.

    Desse jeito só quando o eletivo virar emergencial poderá ser feito.

    E todos sabemos que operar em condições emergencial é muito mais perigoso.

  11. Ué , não mandaram a gente ficar em casa , pois não tinha vaga?
    VR não tinha sido sitiada?
    Então quem é de VR não pode sair pro Rio e tem que ficar em casa para dar vaga para o pessoal do Rio?
    ” Legal” né?

  12. Senhor Pleiboi do Perequê, tenho a imprensao que vossa excelência nao sabe o que venha ser o Termo “ESTADUAL”. Portanto seu comentario a respeito do hospital regional mostra sua completa ignorancia.
    Para seu entendimento, o hospital embora construido em VR pode e DEVE receber quaisquer cidadaos dos 92 municípios do estado..

  13. Ninguém de Volta Redonda utilizando a rede hospitalar para tratar de infectados pelo Covid19 mas, o decreto de manter isolamento e comércio fechado foi prorrogado até dia 21.

    • Capeta da grota do Santa cruz

      TOMARA QUE VA ATE SETEMBRO. TO ADORANDO FICAR EM CASA A MULHER QUE O DIGA

    • Decreto prorrogado do comércio para deixar leito vago para o pessoal do grande Rio.

      Mais cedo ou mais tarde todos teremos , se estamos em casa o motivo é não sobrecarregar o sistema.

      Mas se trouxerem todos do Grande Rio pra cá de qualquer jeito será sobrecarregado!

  14. Dinheiro público usado de forma adequada. Parabéns aos pensadores é executores da obra. A lamentar, apenas o pensamento minúsculo dos que acham que o hospital deveria servir apenas à sociedade do Sul fluminense!

    • Américo Prepúcio

      De pleno acordo.

    • Você é hipócrita, o Rio e grande RJ não tem mais vagas e já estão deslocando 100km por incompetência lá na capital e baixada, Deus queira que você não venha a ter um parente aqui internado em Quissamã, Cordeiro, Macaé pelo motivo daqui estar em breve também esgotado. Falar é fácil, até papagaio fala.

    • Luiz, vão mandar ele para Rio Branco, Abaetetuba ou Palmas do Tocantins. Eles têm que ser solidários conosco, assim como somos com os outros…

  15. Sentimento de Mistura de solidariedade com algo estranho em entender.

    • O meu sentimento é de ser feito de palhaço.

      Mandam ficar em casa para ter leitos para o pessoal.

      Aí ficamos em casa e ficamos sabendo que estão enchendo os leitos com pessoal do Grande Rio e que os particulares estão vazios.

      Pois a verdade é uma só mais cedo ou mais tarde todos irão pegar, o isolamento é tá só para não sobrecarregar o sistema da região.

      Assim daqui 4 meses estamos em isolamento.

      Se mandarem por meses os enfermos pra cá do Grande Rio nunca mais sairemos do isolamento.

      E o prefeito do Rio disse que lá vai liberar o comércio.

      Ele ficará com o bônus e VR com o ônus.

  16. Calma que o população de Volta Redonda já está se preparando para virar o jogo.
    Muita gente ainda não acredita no potencial do vírus. Outros acreditam que é um golpe da mídia. E tem aqueles que acham que se ficar doente o problema é só dele.
    Muita gente na rua. E para nada, apenas para desafiar mesmo. Não falo dos que precisam trabalhar ou dos que precisam comprar.
    Esses últimos dias frios, é certo que a contaminação aumentou. Uma pena as pessoas não saberem usar a liberdade. A ignorância prevaleceu.

  17. Pleiboi do Perequê

    Ué, nenhum voltarredondense até agora reclamando de um hospital ESTADUAL, financiado pelo SUS que, por acaso, foi erguido em VR, atenda a pacientes de outros municípios.
    Viva o espírito de Páscoa.

    • Pleiboi, estamos sofrendo com as mortes aqui e em todas as partes do mundo e sofrendo com a distância de quem amamos, mas quando isso passar o que espero é que esse espirito permaneça. Temos que entender que essa desigualdade social precisa ser reduzida, que entendamos que na doença somos todos iguais e que o atendimento na saúde pública tem que ser universal. Deixemos essa famiglia de malucos falando sozinho quando contraria as recomendações e que essa falange que os acompanha perceba o mal que eles representam, quando propagam mentiras e ofensas gratuitas nas suas redes sociais. FIQUEM EM CASA!!!

    • Vamos mandar nossos pacientes para o lixão à beira-mar chamado ANGRAS DO REIX, que de bom só tem a natureza…

  18. Vamos todos aguardar a aula do DR VAI VENDO, mestre em Medicina pela Universidade de Oxford e atual membro presidente do CMDR – Conselho Mundial de Doenças Respiratórias.

    Por favor, com a palavra , O farol que ilumina nosso desconhecimento !!!

    • Pleiboi do Perequê

      Sr. Ricardo, um pouco mais de respeito com o cabo eleitoral mais folclórico e pé-frio do planeta, por favor. Em vez de debochar o coitado, vamos arranjar uma boquinha de representante comercial da cloroquina pro pobre aspone desempregado.

    • Que idéia maravilhosa pleiboi

      Podia inclusive ser cobaia, com o Carluxo dando a injeção

      Vai topar DR VAI VENDO ?

      Você pode sair do ostracismo para uma celebridade mundial

    • Gastou verba no hospital no estádio do Raulino, agora fiquei sem entender. E chamar o cidadão de Volta Redonda de otária. Uma vergonha.

  19. Capeta da grota do Santa cruz

    Para quem achava que o hospital seria um ELEFANTE BRANCO, tá aí a prova de que tem funcionalidade .

    • Não concordo.

      Se estamos sitiados e não podemos ir para o Rio , eles também não poderiam vir pra cá.

      Não saímos de casa para os leitos ficarem vagos, aí enchem de gente da capital contaminada.

      Assim daqui a 3 meses o comércio continuará fechado,
      para o pessoal daqui não se contaminar para deixar leito disponível prós cariocas!

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