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Conselho Estadual de Segurança Turística realiza reunião com forças policiais e o trade turístico

Matéria publicada em 28 de junho de 2022, 16:11 horas

 


Encontro discutiu a criação de programa de segurança para a orla de Copacabana; próxima etapa é montar um grupo de trabalho

Na pauta, autoridades e representantes do trade turístico discutiram a criação de um programa de segurança para a orla de Copacabana – Foto: Moskow.

Rio- A Secretaria de Estado de Turismo (Setur-RJ) e a TurisRio realizaram a primeira reunião do Conselho Estadual de Segurança Turística (Consetur), nesta segunda-feira (27/06), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, região central da capital fluminense. Na pauta, autoridades e representantes do trade turístico discutiram a criação de um programa de segurança para a orla de Copacabana, um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro.

O Consetur tem a finalidade de criar estratégias integradas para a segurança turística, com proposição e manutenção de canais permanentes de diálogo entre o setor privado e os diversos órgãos públicos voltados ao turismo, além do monitoramento de indicadores.

– Foi uma reunião muito prestigiada, juntamos aqui as forças policiais, a Prefeitura, todo o trade turístico e já marcamos o próximo passo, no qual os agentes policiais de atividades diferentes vão montar um grupo de trabalho para conseguir manter por 24h a segurança na faixa do asfalto e da areia da Avenida Atlântica (Leme ao Posto 6). Consideramos também solucionar outros gargalos existentes na região – avaliou o secretário de estado de Turismo, Sávio Neves.

Representantes das forças de segurança, do poder judiciário e também do trade turístico – hotelaria, bares e restaurantes, agentes de viagem, organizadores de congressos, eventos e o Orla Rio – se colocaram à disposição para encontrar uma solução para melhorar a sensação de segurança na região, como um piloto para avançar a outras localidades.

– É uma iniciativa extremamente importante, agregando todas as instituições que têm uma pertinência temática na atuação desse projeto. Vamos ver como a implementação da ideia vai funcionar e, dando certo, é uma política pública que pode depois se estender a outras áreas da cidade – opinou o secretário de Polícia Civil, delegado Fernando Antônio Paes Albuquerque.

– Hoje a gente pode perceber a ação de cada um dos órgãos e começamos a pensar como podem atuar na orla de Copacabana, com isso potencializando os resultados. É um projeto com potencial para trazer ainda mais segurança e resultados – concluiu o responsável pelo Comando de Policiamento Especializado da Polícia Militar, coronel André Henrique de Oliveira Silva, representando o secretário de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho Pires.

Todos foram unânimes em considerarem imprescindível a união de todos esses players públicos e privados no desenvolvimento do projeto.

– A reunião foi importante para pensar Copacabana, um dos bairros mais turísticos, não só do Rio de Janeiro, mas da América Latina e quiçá um dos mais turísticos do mundo. Ela é a nossa porta de entrada do país, você não pensa, por exemplo, Avenida Paulista como porta de entrada, você pensa Copacabana, pensa o Cristo, pensa o Pão de Açúcar, então para nós é de fundamental importância que a gente tenha essa integração, vai ajudar definitivamente a melhorar essa imagem de insegurança que o Rio de Janeiro tem no mundo – ressaltou o secretário municipal de Turismo, Antônio Mariano.

A superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro, ABIH-RJ, Theresa Jansen, destaca a relação de empregos diretos e indiretos gerados pela cadeia produtiva e a importância da segurança para os visitantes em um ponto focal de atração do Rio de Janeiro.

– Hoje a hotelaria emprega mais de 60 mil pessoas na cidade do Rio de Janeiro, sem contar os indiretos, porque a gente movimenta uma cadeia grande com mais de 50 setores produtivos. É importante ter esse trabalho integrado para garantir a segurança na orla de Copacabana e termos ações mais focadas, não só para o turismo de lazer, mas também para o corporativo, precisamos que as empresas voltem a fazer suas reuniões, seus congressos na cidade do Rio de Janeiro – concluiu a superintendente da ABIH-RJ, Theresa Jansen.


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