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Contra as regras da Prefeitura do Rio de Janeiro, cariocas se aglomeram nas praias

Matéria publicada em 2 de agosto de 2020, 22:00 horas

 


Este é o primeiro fim de semana após autorização do banho de mar

Rio de Janeiro- No primeiro domingo após a autorização da volta dos banhos de mar, depois das proibições para evitar maior disseminação do novo coronavírus, as praias do Rio de Janeiro mais uma vez registraram casos de desobediência às orientações da prefeitura. Os cariocas começaram ontem a Fase 5 do Plano de Retomada das Atividades da prefeitura.

No Flamengo, em Ipanema, no Leblon e em Copacabana, na zona sul da capital, além de aglomerações havia muita gente deitada e sentada em cadeiras na areia, contrariando as determinações que proíbem esta prática. O mesmo ocorreu na Barra da Tijuca, na zona oeste. Mas esta não era a única medida não cumprida. Muitos dos banhistas não usavam máscaras de proteção facial.

Embora sem uma presença constante, em algumas praias, o policiamento fez abordagem para pedir que os banhistas não permanecessem na areia e não participassem de jogos coletivos. Após a saída dos policiais, no entanto, os banhistas voltavam para a areia. Os esportes coletivos sem competições, como vôlei e futevôlei, podem ser praticados, mas somente de segunda a sexta-feira.

Os vendedores ambulantes, uma característica das praias do Rio, também foram autorizados a voltar às atividades na Fase 5, desde que não vendam bebida alcoólica e ofereçam apenas comida industrializada. O mesmo vale para as barracas fixas que são montadas na areia com permissão de funcionar das 7h às 18h. Elas também não podem alugar cadeiras e nem guarda-sóis.

Outros pontos de aglomeração foram as ruas e avenidas fechadas para áreas de lazer. Nas avenidas Delfim Moreira, no Leblon, e Vieira Souto, em Ipanema, a movimentação era semelhante a antes da pandemia de Covid-19. Caminhadas e o uso de bicicletas e de skates foram os preferidos. Muitos não usavam máscaras.

Ainda na Fase 5, a prefeitura estendeu até 1h o funcionamento de lanchonetes, bares, restaurantes, cafés, padarias e estabelecimentos semelhantes. Apesar disso, permanece suspenso o sistema de self-service e música ao vivo.

As lojas dos shoppings voltaram a funcionar no horário normal das 10h às 22h, mas as praças de alimentação estão restritas à metade da capacidade. A capacidade máxima de público permanece em dois terços, incluindo os estacionamentos, respeitando o distanciamento de dois metros entre as pessoas. O comércio de rua pode abrir às 9h aos sábados e também aos domingos.


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2 comentários

  1. Avatar
    RECADO AOS IRRESPONSÁVEIS!

    Acho que o governo não deveria mais se preocupar com os irresponsáveis que não querem admitir a realidade e não se preocupam com com a vida de quem é consciente e está se cuidando. Encontrou o paspalho na praia, nos bares, fazendo aglomeração cadastra e quando forem perturbar nos hospitais, deixa isolado em um canto, todos juntos para não perturbarem a vida dos profissionais que estão correndo risco de vida, sem poder estar com os familiares ,… . Absurdo um ato de irresponsáveis destes , ou então mete o pau no lombo destes até tomarem vergonha na cara.

    • Avatar

      Infelizmente a lei proíbe que os administradores públicos façam esse tipo de coisa, isso é inconstitucional, porém compreendo o que vc quis dizer afinal de contas o lema dessa turma é “viva e deixe morrer”. A verdade é que quando o mal acarreta alguém próximo desses aí é o estado que leva a culpa.

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