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Coronel, ex-jogador do Vasco entre os anos 50 e 60, é enterrado em Quatis

Matéria publicada em 6 de dezembro de 2019, 19:10 horas

 


Prefeito Bruno de Souza lamentou a morte do ex-atleta que elevou o nome da cidade no cenário esportivo nacional

Coronel só não participou da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, por causa de uma lesão – Foto: Divulgação

Porto Real/Quatis – Morreu na madrugada da última quinta-feira (5) no Hospital Municipal de Porto Real, aos 84 anos, o lateral esquerdo pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, Coronel, que atuou no clube de 1952 a 1964. Antônio Evanil da Silva, nome de batismo, foi velado hoje (06), na Câmara Municipal de Quatis, e enterrado no cemitério da cidade.

O prefeito Bruno de Souza (MDB) manifestou o seu pesar pela morte de Coronel, que era natural de Quatis, onde morava no bairro Mirandópolis.

– A cidade de Quatis se entristece com o falecimento de um dos seus filhos mais ilustres. Coronel elevou o nome da nossa terra no cenário esportivo nacional e do estado Rio de Janeiro. No exercício do cargo de prefeito de Quatis, onde também nasci, e também na condição de desportista, expresso os meus mais sinceros sentimentos à família – declarou Bruno.

Coronel passou por uma endoscopia na quinta-feira passada (30), e com a saúde debilitada não resistiu. Natural de Quatis, Coronel morava no bairro Mirandópolis com uma sobrinha que cuidava do tio que já apresentava sinais de Alzheimer.

Há pouco mais de uma semana, numa entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, Coronel havia relembrado a fase áurea da sua carreira de futebolista profissional. Ele jogou no Vasco da Gama e na seleção brasileira durante as décadas de 1950 e 1960, passando a ser considerado naquela época pela crônica esportiva como um dos mais implacáveis marcadores de Mané Garrincha, ponta-direita bicampeão mundial pelo Brasil no Chile, em 1962.

O duelo entre o lateral-esquerdo quatiense e o lendário “anjo das pernas tortas”, denominação pela qual Garrincha passou a ser chamado, foi por muitos anos um dos atrativos principais dos confrontos entre o Vasco, de Coronel, e o Botafogo, de Garrincha, pelo campeonato carioca.

– Na véspera de Vasco e Botafogo, eu chegava a sonhar que estava marcando o Garrincha em campo. Na verdade, não era sonho, mas, sim, um pesadelo. Certa vez, num destes pesadelos, dei uma braçada na minha mulher. Ela me acordou e ainda disse que eu estava ficando maluco – disse Coronel, na entrevista recente à Folha de São Paulo.

Outro ponta-direita renomado do futebol brasileiro também foi marcado várias vezes por Coronel: Telê Santana, técnico da Seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986. Naquele tempo, Telê jogava pelo Fluminense. Coronel é considerado ainda pela história do futebol um dos principais reservas de Nilton Santos na seleção brasileira. O jogador de Quatis só não participou da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, por causa de uma lesão.

A paixão pelo futebol o levou a permanecer ligado a este esporte após o encerramento da carreira de jogador. Atuando como “olheiro, descobriu na década de 1980, outro talento de Quatis para o futebol profissional: Renato Carioca, que teve passagens marcantes no América, Fluminense e Botafogo, além da seleção brasileira de juniores e de clubes profissionais da Suíça e do Equador. Atualmente, Renato joga pelo time de master do Flamengo e faz parte da comissão técnica do América, clube que está voltando à divisão de elite do futebol carioca.


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9 comentários

  1. Avatar

    E sobre ser pedófilo e abusador de adolescentes promissores no futebol, alguém lembra???

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      Ninguém lembra nem mesmo dele, imagine isso aí que vc postou sem o mínimo de prova ou sequer um indício.

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      Vc é um dos que sofreram abuso ou ouviu falar isso da boca infecta de algum desafeto? Por quê se calou esses anos todos?… Vc é desprezível, e desprezível é tua existência…

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    Por diversas vezes assiti o Coronel atuando no Maraca. Em uma dessas ocasiões estava eu na arquibancada do Maraca com o radinho de pilha colado no ouvido . Jorge Cury transmitia Vasco e Botafogo e em determinado momento soltou a seguinte pérola.” Hoje Garrincha rebaixou o Coronel a Sargento ” tamanho foi o baile que deu no lateral vascaíno.

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      Cara, não tem uma vez que vc faz comentário que não seja com intuito de denegrir alguém. Tenho pena de sua família pq é obrigada a conviver com vc.

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    Merece uma estatua bem visivel em Quatis para que todos que passarem pela via Dutra podessem ver era uma lenda viva do futebol brasileiro. e mundial que Deus conforte a familia principalmente. a sobrinha que cuidou dele.

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    Juntamente com Jair da Rosa Pinto, Canário, Coronel elevou o nome da
    cidade de Barra Mansa nas cidades do país.
    Super gente boa, bom papo, realmente tinha sumido nos últimos anos.
    Fez história no futebol brasileiro, com talento e humildade.
    Que Deus coloque em um bom lugar pois merece.
    Tomara que Quatis, também faça mais homenagens colocando seu nome
    em alguma logradouro.

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