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Corpo de advogada assassinada no Rio é sepultado em Volta Redonda

Matéria publicada em 17 de agosto de 2018, 12:45 horas

 


Corpo de karina foi enterrado no Cemitério Portal da Saudade, em Volta Redonda (crédito: Dicler de Mello e Souza)

Volta Redonda – O corpo da corretora de imóveis, Karina Garofalo Pereira, de 44 anos, foi sepultado às 11h30 desta sexta-feira,17, no Cemitério Portal da Saudade, em Volta Redonda. O enterro foi acompanhado pelos filhos da vítima, um garoto de 13 anos, e uma jovem de 18, por familiares e amigos. Karina era casada com Pedro Paulo de Barros Junior, suspeito de ser o mandante do crime, que teria sido praticado por Paulo Maurício Barros Pereira, primo de Pedro.

A farmacêutica aposentada Adilea Barcellos Netto, de 82 anos, que estava no enterro, disse que conhecia Karina, embora não tivesse muita intimidade com a vítima. Ela disse, no entanto, que é próxima à família de Pedro Paulo, que mora no bairro Niterói, em Volta Redonda. A aposentada é madrinha de batismo da irmã de Pedro Paulo, Rafaela Pereira Cople.

– Sou amiga da família de Pedro Paulo. Comigo, ele era uma pessoa carinhosa e atenciosa. Estou surpresa com esse acontecimento – disse Adilea.

O médico cardiologista Jair Rodrigues, primo de Karina, estava bastante emocionado. “A mãe dela é irmã mais nova do meu pai e estou muito preocupado com a minha tia”, ressaltou o médico, ao falar sobre o trauma da família.

– Estou muito preocupado com a mãe de Karina, que foi vítima de um acidente vascular cerebral e com os dois filhos dela. Principalmente com o filho mais novo, que presenciou o crime  e foi fundamental para elucidação do assassinato da mãe dele – disse Jair.

O médico acredita que Pedro Paulo teria mandado matar Karina porque tinha ciúmes do novo companheiro dela, em um relacionamento que tinha quatro meses. “Li nos jornais e só hoje fiquei sabendo desta disputa litigiosa dela com o ex-marido”, contou.

Um policial amigo da família chegou a pedir aos jornalistas que não tirassem fotos focada, porque os familiares estavam temendo serem reconhecidos pelos assassinos que ainda estão soltos.

O aposentado Cláudio Azevedo, 62 anos, disse que era amigo do pai de Karina, Giusseppe Garofalo, quando ele foi  do conselho do Voltaço. “Conheci ela muito nova, sempre foi meiga, educada e companheira do pai”, disse.

Já o comerciante e ex-vereador Wilsemar Courti, de 42 anos, disse que era amigo da família de Karina e que trata-se de mais uma perda da família, já que a irmã também morreu há oito meses.  Ele também conheceu Karina quando era muito jovem. O comerciante disse que era uma moça dócil e muito ligada ao pai.

A oficial de Justiça Cláudia Pereira, de 58 anos, era vizinha de Karina no Laranjal e disse que as duas conversavam sobre diversos assuntos.

– Karina se mudou o ano passado para o Rio. Quando ela morou no Laranjal, já era separada de Pedro Paulo e morava com os dois filhos – disse Cláudia.

Já o advogado Antar Nader disse que conheceu Karina em 1998, pois fez o inventário após o pai dela morrer. Nader disse que Karina era tranquila e não era de falar muito. “Inteligente e muito civilizada”, contou.

Por Dicler de Mello e Souza 


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2 comentários

  1. Avatar

    Que homem ruim !! Como pode ter coragem de mandar matar a mãe de seus filhos..Que pessoa ruim e egoísta..como pode ter está coragem..destruiu a vida dos filhos que agora sofrem pela perda da mãe que era o alicerce deles …que Deus conforte a Familia dela ..sua mãezinha e seus filhos senhor ..O pai tenha misericórdia e conforte eles amenizando esta dor meu Jesus.

  2. Avatar

    Sentimentos a família. Que Deus dê consolo nesse momento difícil . Crime bárbaro. O mandante e assassino merecem o cumprimento integral da pena e com todos os agravantes.

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