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Cremerj pede cautela com o uso do “kit intubação” no estado do Rio

Matéria publicada em 30 de março de 2021, 08:07 horas

 


Em nota técnica, Conselho recomenda aos médicos optarem por outros fármacos, quando necessário

Na última terça-feira, 23, o Cremerj já havia publicado uma nota técnica com recomendações a respeito – Foto: Arquivo,

Rio- O Cremerj(Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) expressa preocupação com uma possível falta no estado do Rio de Janeiro de fármacos usados em procedimentos recomendados para alguns pacientes com Covid-19, como a intubação traqueal e ventilação mecânica, também conhecidos como “kit intubação”. Considerando o alto índice de pacientes que necessitam atualmente desse tipo de terapêutica e o aumento da fila de espera por UTIs, que, na segunda-feira, dia 29, ultrapassava o número de 700 pessoas aguardando, o Conselho recomenda aos médicos cautela na hora de usar esses medicamentos.

Na última terça-feira, 23, o Cremerj já havia publicado uma nota técnica com recomendações a respeito. No entanto, devido ao agravamento do cenário da saúde pública do Rio de Janeiro nos últimos dias, o Conselho reforça algumas orientações aos médicos, principalmente os anestesiologistas, que, priorizem, em procedimentos anestésico-cirúrgicos, a utilização de fármacos que não estejam sendo usados nas UTIs, como os anestésicos inalatórios e bloqueios regionais, desde que a alteração não comprometa a segurança do ato anestésico-cirúrgico.

Além disso, o Cremerj orienta a interrupção provisória no agendamento de procedimentos anestésico-cirúrgicos eletivos não tempo-sensíveis (que a espera pode agravar), nos quais venham a ser utilizados quaisquer desses medicamentos, com a finalidade de poupá-los para as UTIs.

“Estamos agindo por precaução. Não existe uma falta, mas a demanda está alta por esses medicamentos, muito maior do que a habitual. Isso é um fato. Precisamos nos prevenir em prol da qualidade da assistência médica no nosso estado e para garantir o melhor tratamento para os nossos pacientes”, explica Walter Palis, presidente do Cremerj.

A nota técnica também chama a atenção para a importância de os gestores públicos providenciarem, com urgência, vacinação para todos os médicos e demais profissionais de saúde, além de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em larga escala para o uso deles. O documento pede, ainda, que as autoridades sejam provedoras de leitos de qualidade para a assistência da população, sejam eles de enfermaria ou de UTI para tratar casos de Covid-19 ou outras doenças.

 

 


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