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Crianças devem ter os mesmos cuidados contra o coronavírus

Matéria publicada em 1 de março de 2020, 16:31 horas

 


Por Roze Martins

Barra Mansa – A medida que novos casos suspeitos de coronavírus vão surgindo no Brasil, aumenta a preocupação de pais que têm bebês e crianças em casa. Embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) tenha declarado que a epidemia do novo coronavírus é uma emergência de saúde internacional, profissionais da saúde vem destacando que o público infantil não tem sido a principal vítima da doença. Dentro desse contexto, conforme explica o pediatra Jefferson Zelma, o mais importante são as medidas de prevenção do contágio e disseminação do vírus, já que essa é a sua principal forma de combate.

– Não existem medidas para aumentar a imunidade das crianças, nem dos adultos contra o coronavírus, assim como não existem alimentos, nem vitaminas e nem medicamentos que possam, comprovadamente, melhorar a imunidade contra essa doença. O mais importante, nesse momento, são as medidas de prevenção do contágio e disseminação do coronavírus, que são as mesmas para qualquer outro vírus – alertou o pediatra.

De acordo com ele, realmente o vírus acomete mais pessoas imunodeprimidas e, caso a criança tenha algum tipo de imunodeficiência, ela estará mais propensa a contrair o vírus. No entanto, o pediatra explica que existem muitos tipos de imunodeficiência e que isso não pode ser determinado pelo o que as crianças consomem.

– Uma criança que não se alimenta bem, não necessariamente é imunodeficiente. Imunodeficiências são condições ou doenças que são diagnosticadas com critérios muito específicos para cada faixa etária – esclareceu Zelma.

Vacina contra a gripe

Por causa da confirmação do primeiro caso de coronavírus no país, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe. Segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, a campanha prevista para abril terá início este ano no dia 23 de março, quando serão disponibilizadas 75 milhões de doses.

Conforme explica o pediatra, é de extrema importância que as crianças sejam vacinadas sempre que tiverem campanhas que alcancem a sua faixa etária, porém, deve-se ressaltar que essa medida não significa que elas criarão anticorpos contra o coronavírus.

– A vacina da gripe é importante para combater muitos vírus que têm os mesmos sintomas do coronavírus e, assim, auxiliar no diagnóstico dos profissionais de saúde na hora do atendimento. É muito difícil fazer o reconhecimento de uma infecção pelo coronavírus, pois os sintomas são idênticos aos transmitidos por outros vírus como a influenza, por exemplo, e sendo assim volto a afirmar que o necessário, nesse momento, é manter o protocolo e fazer a prevenção conforme vem sendo orientado nos meios de comunicação – concluiu o médico.

Prevenção e sintomas do coronavírus

Os sintomas do coronavírus em bebês e crianças são semelhantes ao de um resfriado. Os sintomas do quadro são basicamente um quadro indistinguível de gripe, com febre, tosse, problemas respiratórios e alguns pacientes evoluem de forma mais intensa para quadros respiratórios. Diante disso, a recomendação é entrar em contato com o pediatra. Também não há um tratamento específico para o COVID-19. O repouso e manter a hidratação são importantes. Uso de medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos) e uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Já as medidas de prevenção devem ser as mesmas: as mãos devem ser lavadas frequentemente com água e sabonete e esta higienização deve durar pelo menos 20 segundos. Caso não haja água e sabonete, o álcool em gel é uma opção. Também é importante evitar encostar nos olhos, boca e nariz quando não estiver com as mãos lavadas. Evitar o contato próximo com pessoas doentes e limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados pelas crianças.

Preocupação dobrada

Mães de dois meninos, de três e oito anos, a contadora Danúzia Dias da Cruz, de 34 anos, está atenta as medidas de prevenção contra o coronavírus. O motivo, segundo ela, é que os dos filhos, assim como ela, sofrem de problemas respiratórios. Na espera pela antecipação da vacina contra a influenza, cuja campanha os filhos estão preconizados em função do problema respiratório, ela afirma que está apreensiva com o grande número de casos suspeitos divulgados nos últimos dias.

– A gente faz o possível para não entrar em pânico, mas o problema é que tenho dois filhos com bronquite e isso me preocupa muito justamente pelo fato do coronavírus contribuir com infecções respiratórias. Daqui pra frente vou me manter atenta às todas as medidas de prevenção e tentar, da melhor maneira, proteger meus filhos – disse.


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