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CSN arremata estatal de energia por R$ 928 milhões

Matéria publicada em 29 de julho de 2022, 18:08 horas

 


São Paulo – A Companhia Florestal do Brasil, que tem como principal acionista a CSN, foi a vencedora do leilão de privatização do controle acionário da Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G), promovido pelo governo do Rio Grande do Sul e estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O leilão foi realizado na tarde de hoje (29) na B3, em São Paulo.

A CSN ofertou R$ 928 milhões pela CEEE-G, com um ágio de 10,93%. A venda da companhia gaúcha tinha valor mínimo de R$ 836,9 milhões e foi também disputada pela Auren Energia (ex-Cesp).

O governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, acompanhou o leilão na B3. “Esse foi um momento histórico para todos nós”, disse.

Este foi o terceiro braço do Grupo CEEE a ser privatizado. Em março do ano passado, a CEEE Distribuidora (CEEE-D) foi leiloada e adquirida pelo Grupo Equatorial Energia. Há um ano, a CPFL Energia foi a vencedora do leilão de privatização do controle acionário da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T).

A CEEE-G é responsável por 1.270,7 megawatts (MW) de potência outorgada, cerca de 13,3% do total do estado. Uma primeira tentativa de leilão havia sido realizada em março deste ano, sem interessados.

O Rio Grande do Sul detém cerca de 66,23% do capital social da CEEE-G. A sociedade de economia mista possui 15 usinas próprias com potência outorgada de cerca de 990 MW, assim como diversas participações em empreendimentos de geração de energia elétrica por meio de Sociedade de Propósito Específico (SPE) e consórcios.

Com a privatização, foi outorgado um novo contrato de concessão com prazo de 30 anos de vigência. O vencedor do leilão deverá pagar ainda uma outorga de R$ 1,66 bilhão ao governo federal.

Em nota, a CSN afirmou que a aquisição da geradora está alinhada com a estratégia de avançar na busca pela autossuficiência de energia elétrica gerada por fontes renováveis.

No início do mês, a companhia já havia adquirido uma hidrelétrica em Santa Catarina por 427,5 milhões de reais, com o objetivo de garantir oferta de energia renovável.

“Além da autossuficiência e controle de custo, a CEEE-G será uma importante plataforma de desenvolvimento de novos projetos de geração de energia, além de consolidar importantes sinergias com as aquisições das PCHs Sacre II e Santa Ana e UHE Quebra Queixo anunciadas recentemente”, disse, em nota.

Hidrelétricas

A CEEE-G tem cinco hidrelétricas, oito pequenas centrais (PCHs) e duas centrais geradoras (CGHs), totalizando cerca de 990 megawatts de capacidade instalada. Somadas as participações da companhia em consórcios ou sociedades de propósito específico, o portfólio chega a 1,27 GW de potência. Com a privatização, será outorgado um novo contrato de concessão com prazo de 30 anos de vigência. A partir de 2023, as usinas da CEEE-G passarão por um processo de descotização, possibilitando a comercialização da energia livremente no mercado.


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