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Cutias podem ajudar restauração florestal do Parque da Tijuca

Matéria publicada em 22 de julho de 2018, 07:30 horas

 


Espécie foi escolhida por ser um importante dispersor de sementes, ao enterrá-las para consumir depois

Parceria: Parque terá área verde aumentada com trabalho das oito Cutias que foram soltas – Foto: ABr

Rio  – Pesquisadores e ambientalistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) soltaram, na mata próxima ao Centro de Visitantes Paineiras, no setor Serra da Carioca do Parque, oito cutias da espécie Dasyprocta leporina. O objetivo é a reconstrução da fauna em processo de extinção no Parque Nacional da Floresta da Tijuca.
A espécie foi escolhida por ser um importante dispersor de sementes, ao enterrá-las para consumir depois, o que favorece a restauração florestal. A operação durou cerca de duas horas e a ação estava inserida no Projeto Refauna, que vem reconstruindo a fauna do parque com a reintrodução das espécies animais nativas. Antes de serem soltos, metade dos roedores ficou em um viveiro de aclimatação.
Segundo o ICMBio, além das cutias, o Projeto Refauna iniciou em 2015 a reintrodução do bugio-ruivo (Alouatta guariba) e está programando para 2019 soltar na área do Parque Nacional o jabuti-tinga (Chelonoidis denticulatus) e o pássaro trinca-ferro (Saltator similis).
O projeto Refauna começou em 2010, com os primeiros grupos de cutias reintroduzidos no Setor Floresta da Tijuca. Até 2014, 31 cutias foram soltas no Parque Nacional da Tijuca. Em 2017, a população foi estimada em 30 cutias, todas nascidas na floresta, numa área de 133 hectares no entorno da área de soltura.

O Parque Nacional

Por sua topografia compartimentada, o Parque Nacional da Tijuca pode ser visitado por diferentes pontos da cidade, da zona norte à zona sul. Os interessados em conhecer o Setor Floresta da Tijuca, devem utilizar o acesso principal, localizado na Praça Afonso Vizeu, no Alto da Boa Vista.
O Parque funciona diariamente, das 8h às 17h, e até 18h no verão (exceto o Corcovado). Suas muitas estradas permitem visitá-lo a pé, de bicicleta, motocicleta, auto e ônibus. Para conhecer a Estátua do Cristo Redentor e o Mirante do Corcovado, é oferecida também a opção do trem, com percurso pela Estrada de Ferro Corcovado, que se inicia na estação localizada na Rua Cosme Velho. Diversas empresas de turismo fazem circuitos no Parque em veículos especiais. Também de helicóptero, o Parque Nacional pode ser observado, sendo possível contratar um voo panorâmico na área do Mirante Dona Marta.
Inicialmente conhecido como Parque Nacional do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Tijuca com 33 km², passou a ser assim chamado a partir de 8 de fevereiro de 1967, por meio do Decreto Federal. Em 4 de julho de 2004, um outro decreto federal ampliou os limites do Parque em 39,51 km², incorporando locais como o Parque Lage, por exemplo. Através de doação, realizada em julho de 2011 por conta dos 50 anos de sua criação, a Unidade ampliou seus limites em 3 hectares em área que agora integra o setor Floresta da Tijuca.

* Por Nielmar de Oliveira, da Agência Brasil.


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2 comentários

  1. Serão todas comidas pela crescente das favelas naquela cidade, a cidade está sendo substituída por uma selva de pedra caótica. Tenho pena dessas cutias se é que forem introduzidas lá.

    • Não tenha pena das cutias. Foram soltas em um parque nacional. Lá não tem favelas. E só existe esse parque e qualidade ambiental e social que ele tras para o Rio de Janeiro porque Dom Pedro II foi um visionário e ordenou o reflostamento da área em 1862 para a cidade não ficar sem água. Infelizmente nossos políticos 156 anos depois são incapazes de criarem projetos de reflostamento basta ver em Volta Redonda a quantidade de morros sem vegetação que jogam sedimentos no Paraiba e agravam a situação nas cheias. Isso sem contar que uma floresta urbana amenizaria o calor produzido pelas edificações e pela CSN.

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