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Defesa de empresário preso entra com pedido de Habeas Corpus no TJ

Matéria publicada em 14 de agosto de 2019, 12:02 horas

 


Um dos advogados de Laci Mendonça, dono de uma rede de joalheria na região, nega envolvimento do cliente com a quadrilha que invadia contas bancárias

Volta Redonda – Advogados do empresário Laci Mendonça entraram nessa terça-feira (13) com pedido de Habeas Corpus, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A intenção é garantir que o suspeito responda, em liberdade, a acusação de lavagem de dinheiro e integrar ação criminosa. A quadrilha é acusada de invadir contas bancárias.

O empresário foi preso nesta terça-feira (13), durante a terceira fase da Operação Opem Door (Portas Abertas), deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Um dos advogados de Laci Mendonça negou qualquer envolvimento do cliente com a quadrilha.

O objetivo da operação foi cumprir mandado de prisão contra Laci, e o ‘hacker’ Washington José Felício – preso na  segunda fase da operação, em setembro de 2018, quando também foi detido Rodrigo Antônio Moreira.

Laci foi encontrado na casa onde mora, no bairro Morada da Colina, em Volta Redonda. No imóvel,  foram apreendidos dois veículos do empresário, que deverão ser leiloados pela Justiça. Os agentes cumpriram ainda mandado de busca e apreensão na casa da filha do suspeito Suellen Mendonça.

O empresário foi transferido nesta terça-feira (13) para a Cadeia Pública de Volta Redonda, onde ficará à disposição da Justiça. Segundo o MP, os registros de bens do suspeito incluem uma casa, em Angra dos Reis, um jet ski, e uma lancha. Os bens, ainda de acordo com o MP,  na verdade, pertenciam a um dos integrantes da quadrilha.

A primeira fase da Operação Opem Door foi realizada em 2017.  Até agora,  237 pessoas foram denunciadas e 31 foram presas suspeitas de participar da organização criminosa que ramificações  em sete estados brasileiros.  Segundo denúncia do MP,  a quadrilha desviou R$ 30 milhões de contas bancárias, em apenas um ano.

Ainda de acordo com a denúncia do MP, os três e demais suspeitos constituíram, integraram e promoveram organização criminosa, caracterizada pela divisão de tarefas. Os mandados foram expedidos pela 2a Vara Criminal de Barra Mansa.

O promotor Carlos Eugênio Laureano reforçou que a razão das atividades dessa associação criminosa era trazer para os integrantes da quadrilha um ganho financeiro bastante elevado.

– O que verificou foi que os criminosos usavam laranjas para receber o dinheiro desviado e depois cometiam atos de lavagem para usufruir do produto do crime. Por isso, a apuração vai prosseguir neste sentido e a ideia é que se consiga identificar outros novos integrantes e novas prisões – disse Laureano, em setembro do ano passado.

 

 

 


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