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Dengue: Angra entra em estado de alerta

Matéria publicada em 10 de maio de 2022, 17:03 horas

 


Neste ano, 68 casos foram notificados no município, sendo 10 confirmados

De acordo com a secretaria, no período de 1º de janeiro a 5 de maio, 68 casos de dengue foram notificados, sendo 10 confirmados, em sua maioria no terceiro distrito.(Foto: Divulgação PMAR)

Angra dos Reis- A cada mil imóveis vistoriados em Angra dos Reis, 10 possuíam focos do mosquito transmissor da dengue (o que equivale a 1%), de acordo com o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, na última semana de abril. O resultado coloca o município em estado e alerta.

De acordo com a secretaria, no período de 1º de janeiro a 5 de maio, 68 casos de dengue foram notificados, sendo 10 confirmados, em sua maioria no terceiro distrito. A região, em especial o bairro Monsuaba, chamou a atenção pelo número de criadouros. No bairro, o índice de infestação foi de 3,3% (a cada 1.000 imóveis, 33 estavam com larvas do mosquito), cenário que reflete as fortes chuvas ocorridas no início de abril.

– O resultado nos mostra que a maior parte dos focos está dentro das casas das pessoas, sendo a maioria o que chamamos de criadouros móveis, ou seja, são vasos de plantas e pingadeiras. É preciso que a população faça sua parte e evite a água parada. Nosso próximo levantamento será realizado em junho. Estamos em um momento importante de combate ao mosquito, que é o grande transmissor de uma doença que pode evoluir para casos muito graves, inclusive, levar à morte – explicou o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental, Romário Aquino.

A Secretaria Municipal de Saúde desenvolve diariamente uma série de ações visando a redução do índice de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ente elas estão: visita domiciliar realizada pelos agentes de endemias, bloqueio entomológico e instalação de armadilhas ovitrampas.

– Os imóveis devem ser vistoriados, pelo próprio morador, uma vez por semana, buscando eliminar locais com água parada. O apoio e a colaboração de todos na luta contra o mosquito são fundamentais. Sem a população, o poder público não pode fazer o principal, que é combate ao transmissor da doença – frisou o secretário de Saúde, Glauco Fonseca.https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

Possíveis focos do mosquito Aedes aegypti podem ser informados para a Secretaria de Saúde pelo telefone 3377-7808.

Ações para diminuir a infestação do Aedes Aegypti
– Evitar usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, colocar areia até a borda;

– Guardar garrafas com o gargalo virado para baixo;

– Manter lixeiras tampadas;

– Deixar os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

– Evitar plantas como bromélias, pois acumulam água;

– Tratar a água da piscina com cloro e limpá-la uma vez por semana;

– Manter ralos fechados e desentupidos;

– Lavar com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo, uma vez por semana;

– Retirar a água acumulada em lajes;

– Dar descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

– Manter fechada a tampa do vaso sanitário;

– Evitar acúmulo de entulho, pois ele pode se tornar local de foco do Aedes aegypti.


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